Copiloto tenta derrubar avião com machado em voo para Israel e passageiros evitam tragédia histórica
Um voo comercial que seguia de Dubai para Tel Aviv quase terminou em uma grande tragédia aérea após uma tentativa de ataque na cabine de comando. A situação desesperadora colocou em risco a vida de mais de cento e setenta pessoas a bordo da aeronave.
O incidente envolveu uma ação violenta do copiloto contra o comandante, gerando momentos de pânico generalizado. Conforme informação divulgada pelo procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, o voo sofreu uma queda brusca de altitude antes que o pior fosse evitado.
A continuação desta matéria detalha como a coragem dos passageiros e da tripulação foi fundamental para retomar o controle do avião. Você conhecerá os relatos impressionantes de quem estava a bordo e os desdobramentos da investigação oficial.
O ataque com machado na cabine
O copiloto que tentou assumir o controle do avião atacou o piloto com um machado de emergência da cabine. A arma usada tem sido uma questão central para os investigadores, dada a rígida segurança de uma rota tão sensível.
O capitão Smit Machchhar disse que estava caído no chão, ferido, quando percebeu que o avião perdia altitude e que precisava agir. Ele explicou que fez um último esforço para abrir a porta por dentro, o que permitiu a entrada dos passageiros.
Dois pilotos reservas conseguiram pousar a aeronave em segurança na Arábia Saudita após a contenção do agressor. O comandante ferido foi levado a um hospital e posteriormente transferido para Abu Dhabi, onde permaneceu com estado de saúde estável.
A queda brusca e a reação dos passageiros
Cerca de duas horas e meia depois da decolagem, o avião começou a despencar bruscamente e emitiu códigos de emergência por interferência ilícita. Passageiros relataram que a sensação era de estar em uma montanha-russa com força G enorme.
O alarme foi acionado a bordo por uma passageira israelense que ouviu a confusão vinda da cabine de comando. O marido dela e outros homens conseguiram entrar no espaço após o capitão ferido abrir a porta.
Um dos passageiros que ajudou na ação afirmou que o agressor estava tentando destruir os instrumentos para inutilizar o avião. O indivíduo foi imobilizado com uma gravata e puxado para o chão, enquanto outros passageiros ajudaram na contenção.
Investigação e motivação terrorista
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o agressor era um cidadão de Omã e passou por uma doutrinação islâmica radical. Vários veículos de imprensa o identificaram como Hamam al-Hammami, embora não houvesse confirmação oficial.
O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos declarou que as investigações revelaram que o copiloto tentou realizar um ato terrorista. O premiê israelense destacou que a ação coordenada evitou um desastre comparável aos ataques de onze de setembro.
As autoridades continuam apurando todas as circunstâncias, os motivos e as ligações relacionadas ao caso. O episódio reforça a extrema importância dos protocolos de segurança e da bravura da tripulação em momentos críticos.