Durante a campanha eleitoral de 2026, o candidato Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 93 vezes contra o ex‑presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo levantamento das ações registradas no tribunal. As petições incluem representações, pedidos de investigação e impugnações relacionados a conteúdo de campanha e supostas irregularidades eleitorais.
As matérias que chegaram ao TSE envolveram, entre outros pontos, peças publicitárias e material de propaganda que geraram controvérsia — por exemplo, alegações sobre montagem que teria mostrado aplausos ao secretário‑geral da ONU, António Guterres, em um conteúdo de campanha. Reportagens também destacaram debates sobre o teor do discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU e sobre a participação de profissionais da diplomacia e de marketing político na preparação do pronunciamento.
A campanha de Flávio apresentou ainda ações dirigidas contra o próprio Lula e contra Geraldo Alckmin, questionando o uso da máquina pública e eventuais vantagens administrativas no período eleitoral. Essas provocações judiciais fazem parte de uma estratégia mais ampla de litígios eleitorais adotada pela campanha.
Analistas ouvidos pela imprensa observaram que a tática judicial remete a precedentes associados ao grupo político dos Bolsonaro, com utilização intensiva de reclamações e representações no âmbito do TSE como instrumento de contenda política. No âmbito institucional, o Tribunal Superior Eleitoral tem competência para analisar essas queixas, podendo determinar alterações em peças de propaganda, aplicar multas ou instaurar procedimentos investigativos, conforme as normas eleitorais vigentes.
O acúmulo de processos que chegam ao TSE torna o calendário eleitoral mais litigioso e eleva a atenção sobre a atuação da Justiça Eleitoral no período de campanha, à medida que decisões do tribunal podem impactar mensagens, conteúdos e a dinâmica competitiva entre as candidaturas.
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