A compra milionária de uma mansão de luxo em condomínio fechado na Grande São Paulo virou alvo de uma disputa judicial bilionária envolvendo a família do jogador Neymar.
O empresário Neymar da Silva Santos enfrenta uma cobrança judicial de valores impressionantes por conta de um negócio imobiliário realizado na região metropolitana paulista.
A controvérsia gira em torno da aquisição de uma propriedade avaliada em dezenas de milhões de reais, que agora gera um embate direto entre o comprador e a empresa vendedora.
Conforme informação divulgada pelo g1, a disputa ganhou contornos complexos após questionamentos sobre as condições de um imóvel oferecido como parte da negociação.
Os detalhes do negócio milionário e a dação em pagamento
Em maio de 2025, o pai do atleta assinou o contrato para adquirir uma mansão situada no Residencial Tamboré 3, localizado no município de Santana de Parnaíba.
O preço inicial previsto para a transação era de R$ 95 milhões, mas o valor acabou sendo ajustado para R$ 94,5 milhões após negociações entre as partes envolvidas.
Para quitar parte expressiva do montante, o acordo estabeleceu a entrega de uma residência localizada no Residencial Alphaville 2, na cidade vizinha de Barueri.
Essa modalidade, conhecida no meio jurídico como dação em pagamento, permitiu que o imóvel de Alphaville, avaliado em R$ 32 milhões, correspondesse a cerca de um terço do total.
O impasse envolvendo obras irregulares e a casa de Alphaville
O principal motivo da ação movida pela empresa vendedora D.Y.T.T. Administradora de Imóveis é a situação jurídica e estrutural da residência dada como parte do pagamento.
A empresa alega que o imóvel possui pendências ligadas a reformas não autorizadas, o que gerou ações judiciais anteriores movidas pela própria associação do residencial.
A Justiça determinou anteriormente a realização de adequações na propriedade para cumprir as regras do local, gerando um impasse sobre quem deve arcar com tais responsabilidades.
Enquanto a empresa exige o recebimento dos R$ 32 milhões em dinheiro e tenta impedir a transferência definitiva da mansão, a defesa do empresário classifica a cobrança como absurda.
Cobrança atualizada e valores adicionais em disputa no processo
O montante cobrado na ação subiu para R$ 58,9 milhões após a inclusão de multas contratuais, correções monetárias, juros e taxas previstas para rescisões ou perdas e danos.
Além disso, o processo discute a retenção de cerca de R$ 1,8 milhão referentes a ajustes finais na mansão comprada, que apresentaria danos em áreas como boliche, spa e acabamentos.
A juíza responsável pelo caso na 5ª Vara Cível de Barueri negou um pedido liminar de urgência feito pela empresa, mantendo o processo ativo enquanto aguarda novos julgamentos.
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