As novas regras do vale-refeição e alimentação prometem facilitar a vida dos trabalhadores ao unificar operadoras em uma única maquininha
A rotina de trabalhadores que utilizam benefícios corporativos ganhou uma novidade importante neste sábado, pois as novas regras do vale-refeição e alimentação começaram a valer oficialmente em todo o país.
A principal mudança é a possibilidade de usar diferentes operadoras de vale-refeição e alimentação em uma única maquininha de cartão, o que reduz custos operacionais para os comércios e amplia as opções de escolha para o consumidor.
Conforme informação divulgada pelo g1, a medida faz parte da atualização do Programa de Alimentação do Trabalhador e traz limites para taxas e prazos de repasse para os estabelecimentos comerciais.
Fim da frustração na hora de pagar a refeição
Quem nunca passou pela situação de escolher um restaurante e descobrir na hora de pagar que o estabelecimento não aceita a bandeira específica do seu benefício corporativo?
Essa dor de cabeça diária motivou mudanças estruturais no setor, permitindo que qualquer terminal habilitado processe múltiplos cartões de vale-refeição e alimentação sem burocracia.
Segundo Marcel Coqueiro, coordenador de TI ouvido pelo g1, os trabalhadores acabavam limitados, pois você acaba escolhendo alguns preferidos, porque você já sabe que vai poder pagar ali com o benefício.
Vantagens para os estabelecimentos comerciais
Os donos de restaurantes e comérciosa tendem a se beneficiar com a interoperabilidade dos cartões de vale-refeição e alimentação, otimizando o atendimento no caixa.
Em um restaurante localizado na Avenida Paulista, cerca de vinte por cento das refeições são pagas com o benefício, e a expectativa é de crescimento na movimentação financeira.
De acordo com relatos colhidos pelo g1, a avaliação do setor é otimista, com a declaração de que para nós vai ser positivo, para o trabalhador vai ser positivo e para todo mundo vai ser positivo.
Limites de taxas e prazos menores
A regulamentação governamental também estabeleceu um teto máximo de 3,6 por cento para a taxa cobrada aos estabelecimentos comerciais pelas empresas emissoras dos cartões.
Além da limitação nas taxas, o prazo para o repasse dos valores das vendas aos comerciantes foi reduzido para até quinze dias úteis, melhorando o fluxo de caixa.
É importante ressaltar que as novas diretrizes não obrigam nenhum local a aceitar os benefícios de vale-refeição e alimentação, nem determinam aumentos no saldo pago aos funcionários.
Desafios tecnológicos e adaptação do mercado
Apesar de o decreto ter sido publicado há um ano para garantir tempo de adaptação, entidades do setor apontam que o mercado ainda enfrenta barreiras operacionais.
Em nota oficial enviada ao g1, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes declarou que o mercado não está pronto para colocar a mudança em prática imediatamente.
A advogada Any Ganovez explicou ao g1 que o governo federal vem conversando com as empresas para superar barreiras tecnológicas, destacando que o governo federal vem aí conversando com todas as empresas envolvidas para que haja uma superação dessas barreiras tecnológicas.
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