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Operação Faroeste no STJ: Desembargadora e filho entram na lista da Interpol com alerta máximo de fuga internacional após viagem para Portugal

Operação Faroeste: STJ manda incluir desembargadora condenada e filho na lista da Interpol com alerta máximo de fuga internacional O Superior Tribunal de Justiça determinou a inclusão imediata…

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  • Operação Faroeste: STJ manda incluir desembargadora condenada e filho na lista da Interpol com alerta máximo de fuga internacional O Superior Tribunal…
  • A medida drástica foi adotada após os condenados viajarem para Portugal e descumprirem ordens judiciais, o que acendeu um alerta vermelho sobre…
  • Conforme informação divulgada pelo g1, a decisão do ministro Og Fernandes visa garantir o cumprimento das penas impostas pela Justiça brasileira após…
Operação Faroeste no STJ: Desembargadora e filho entram na lista da Interpol com alerta máximo de fuga internacional após viagem para Portugal

Operação Faroeste: STJ manda incluir desembargadora condenada e filho na lista da Interpol com alerta máximo de fuga internacional

O Superior Tribunal de Justiça determinou a inclusão imediata da desembargadora aposentada Sandra Inês Rusciolelli Azevedo e de seu filho, o advogado Vasco Rusciolelli Azevedo, na lista de procurados da Interpol.

A medida drástica foi adotada após os condenados viajarem para Portugal e descumprirem ordens judiciais, o que acendeu um alerta vermelho sobre a possibilidade de fuga no âmbito da Operação Faroeste.

Conforme informação divulgada pelo g1, a decisão do ministro Og Fernandes visa garantir o cumprimento das penas impostas pela Justiça brasileira após condenação unânime por graves crimes.

Condenação expressiva por corrupção e lavagem de dinheiro

Sandra Inês e Vasco Rusciolelli foram considerados culpados por corrupção passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça.

A desembargadora aposentada recebeu uma pena de 14 anos e 20 dias de prisão, além da perda oficial do cargo público que ocupava na magistratura baiana.

Já o filho dela foi condenado a 13 anos e 11 meses de prisão em regime inicial fechado, encerrando um longo ciclo de investigações conduzidas pelas autoridades federais.

Indícios claros de tentativa de fuga para o exterior

Segundo o Ministério Público Federal, a dupla deixou o Brasil com destino a Lisboa no dia 21 de setembro, desembarcando em solo português logo no dia seguinte.

A situação veio à tona quando um oficial de justiça tentou cumprir uma diligência em outubro e descobriu que o endereço fornecido por eles era falso.

De acordo com a certidão do servidor, um porteiro do edifício afirmou categoricamente que Sandra Inês nunca havia morado no local indicado à Justiça.

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Medidas cautelares ignoradas pelos investigados

Para o relator do caso, ministro Og Fernandes, a sequência de acontecimentos demonstra um risco concreto de fuga e uma tentativa deliberada de evitar a prisão.

Os investigados já haviam sido beneficiados anteriormente com a substituição da prisão preventiva por monitoramento eletrônico e obrigações cautelares.

Entre as regras estabelecidas em fevereiro de 2022 estava a obrigação de manter o endereço residencial devidamente atualizado perante o tribunal brasileiro.

Desdobramentos da Operação Faroeste na Bahia

Deflagrada no fim de 2019, a Operação Faroeste investiga um esquema milionário de venda de decisões judiciais ligadas a disputas de terras no oeste baiano.

As investigações apontaram que os envolvidos atuavam para favorecer interesses de uma empresa agropecuária em troca de valores expressivos em suborno.

Com a nova decisão do Superior Tribunal de Justiça, as autoridades brasileiras preparam os trâmites necessários para solicitar a extradição junto a Portugal.

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