Ludhmila Hajjar apoia a nova lei do Enamed e reforça que medicina não é negócio para as instituições de ensino
A cardiologista e professora Ludhmila Hajjar elogiou recentemente a sanção da lei que criou o Enamed, um marco importante para a educação médica no Brasil. Conforme informação divulgada, a especialista destacou a relevância da prova, popularmente chamada de OAB da medicina.
Durante uma cerimônia oficial com o governo, a médica ressaltou que a avaliação é fundamental para proteger a sociedade. Ela enfatizou que a saúde não pode ser tratada como empreendimento comercial e que o rigor acadêmico deve prevalecer na formação dos profissionais.
A medida busca transformar o panorama educacional brasileiro, garantindo que os futuros profissionais estejam verdadeiramente preparados para salvar vidas. Nas próximas linhas, entenda os detalhes desta nova regulamentação e os impactos esperados na área.
O problema na formação prática dos estudantes
Ludhmila criticou abertamente a qualidade de alguns cursos atuais no país. Segundo a médica, muitos recém-formados chegam ao mercado sem a vivência prática necessária em atendimentos urgentes, como paradas cardíacas ou quadros graves de choque circulatório.
Ela relatou o seu espanto com a falta de preparo prático observada nos últimos anos. De acordo com a especialista, a ausência de hospitais escola adequados prejudica profundamente o aprendizado dos estudantes, que acabam saindo da graduação com lacunas perigosas.
Como vai funcionar o novo exame nacional
A nova legislação estabelece três avaliações obrigatórias ao longo da graduação em medicina. A primeira ocorre no segundo ano para identificar dificuldades iniciais, a segunda no quarto ano antes do internato, e a última no sexto ano como requisito para o registro profissional.
O modelo visa corrigir a rota do aprendizado em tempo real, evitando que o aluno seja penalizado apenas no fim do curso. Para Ludhmila, o estudante é muitas vezes a principal vítima de instituições que falham em oferecer uma estrutura de ensino de qualidade.
Expectativa de fechamento de faculdades inadequadas
A especialista projetou que a implementação rigorosa do exame resultará no fechamento de escolas médicas ruins nos próximos anos. Com o apoio do Ministério da Educação e do Conselho Federal de Medicina, o foco é eliminar instituições que não oferecem ensino digno.
A exigência de aprovação vale para os ingressantes a partir de junho de 2026. Com isso, o governo espera inaugurar uma nova era na saúde brasileira, unindo competência técnica, fiscalização rígida e um atendimento mais humanizado para toda a população.
Mais sobre este assunto
PL lança Rogério Marinho à presidência do Senado com foco em destravar pauta de anistia e voto aberto para a Mesa Diretora
STF debate proibição das bets em audiência pública com governo, AGU e clubes de futebol discutindo impactos das apostas
Trinta anos do acidente com o Fokker 100 da TAM em Congonhas: como a tragédia transformou a segurança da aviação no Brasil
Nova regra da Anatel exige biometria facial obrigatória para todas as linhas de telefonia móvel a partir de 2027 para combater fraudes
