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Trinta anos do acidente com o Fokker 100 da TAM em Congonhas: como a tragédia transformou a segurança da aviação no Brasil

Trinta anos após a queda do Fokker 100 da TAM em Congonhas, a reconstituição do acidente ainda impressiona especialistas, passageiros e familiares das vítimas. O fatídico voo 402…

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  • Trinta anos após a queda do Fokker 100 da TAM em Congonhas, a reconstituição do acidente ainda impressiona especialistas, passageiros e familiares…
  • Conforme informação divulgada pelo G1, a tragédia atingiu casas e pedestres no bairro do Jabaquara, resultando em 99 mortes.A cobertura da imprensa…
  • O caso desafiou autoridades, mudou protocolos de segurança e transformou a forma como o Brasil lida com tragédias aéreas em áreas densamente…

Trinta anos após a queda do Fokker 100 da TAM em Congonhas, a reconstituição do acidente ainda impressiona especialistas, passageiros e familiares das vítimas.

O fatídico voo 402 partiu de São Paulo com destino ao Rio de Janeiro na manhã de 31 de outubro de 1996, mas caiu segundos após a decolagem. Conforme informação divulgada pelo G1, a tragédia atingiu casas e pedestres no bairro do Jabaquara, resultando em 99 mortes.

A cobertura da imprensa foi a mais intensa de um acidente aéreo até aquele momento no país. O caso desafiou autoridades, mudou protocolos de segurança e transformou a forma como o Brasil lida com tragédias aéreas em áreas densamente urbanizadas.

A seguir, relembre os principais fatores que causaram o acidente, o impacto na justiça e a luta emocionante dos familiares por melhorias na aviação comercial brasileira.

Como o erro de projeto e a falha mecânica provocaram a queda do avião em São Paulo

A investigação conduzida pelo Cenipa concluiu que o acidente foi provocado pela abertura inadvertida do reversor do motor direito durante a decolagem. O reversor é um dispositivo que ajuda a parar a aeronave no solo, desviando parte do fluxo de ar para a frente.

Um erro de projeto no sistema elétrico e falhas na trava permitiram o acionamento em voo. Um cabo de segurança se rompeu ao ser forçado, mantendo o motor direito em potência máxima enquanto o esquerdo empurrava o avião para a frente, gerando uma assimetria fatal.

O relatório apontou falhas no sistema de alerta da cabine, que inibiu os avisos de reversor destravado. Sem treinamentos específicos para esse cenário inédito, a tripulação tentou recuperar a altitude abaixo da altura de segurança, agravando a situação em poucos segundos.

O trabalho da justiça e os depoimentos marcantes que marcaram o inquérito policial

O advogado Mario Sarrubbo era o promotor de Justiça do Jabaquara na época e lembra vividamente do cenário desolador. Ele afirmou que tem aquela cena na cabeça até hoje, dos corpos ali, sendo uma coisa muito ruim que a gente não esquece, acompanhando o inquérito por quase três anos.

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Entre os depoimentos mais chocantes estavam os de mecânicos que viram a aeronave decolar. O ex-promotor destacou que foi um dos depoimentos mais chocantes que viu, pois eles assistiram bem à frente e sabiam exatamente o que o problema significava na prática.

Após enfrentar barreiras institucionais para obter os dados do Cenipa com apoio do Superior Tribunal de Justiça, a investigação foi arquivada na esfera criminal por falta de elementos para responsabilização penal, gerando grande comoção entre os parentes das vítimas.

A dor transformada em luta com a criação da associação de apoio aos familiares

Sandra Assali perdeu o marido, o cardiologista José Rahal Abu Assali, e encontrou forças para criar a Abrapavaa em maio de 1997. Ela relatou que nunca recebeu uma ligação da empresa para comunicar a perda, sabendo da tragédia apenas ao ver a televisão mostrar os nomes das vítimas.

Segundo Sandra, a criação da associação buscou dar sentido à caminhada dolorosa para que nenhuma família enfrentasse a tragédia sozinha. Ela reforça que continuam lutando porque não são apenas números nas estatísticas, mas sim vidas, histórias e famílias que merecem respeito.

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