Justiça aceita pedido de recuperação judicial do Grupo Marabraz para renegociar dívidas e manter as lojas funcionando normalmente
A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Marabraz, conforme informação divulgada pelo g1. A rede de móveis busca renegociar cerca de R$ 140 milhões em dívidas acumuladas recentemente.
A decisão foi assinada na última terça-feira pela juíza Fernanda Perez Jacomini, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da capital paulista. O processo envolve seis empresas do grupo comercial e operacional.
A medida permite que o negócio reorganize as finanças sob supervisão da Justiça, garantindo que as unidades continuem abertas. A seguir, entenda os detalhes da decisão, os prazos estabelecidos e os próximos passos para a reestruturação da marca.
Suspensão de cobranças e plano de pagamento
A decisão judicial determina a suspensão, pelo período de 180 dias, de todas as execuções de dívidas sujeitas ao processo. Com isso, os credores ficam impedidos de cobrar débitos judicialmente ou tomar bens das companhias temporariamente.
Além disso, a rede tem um prazo improrrogável de 60 dias para apresentar um plano detalhado de pagamento aos credores. O documento precisa explicar claramente como a empresa pretende reorganizar as finanças e quitar os valores pendentes.
Em nota oficial enviada ao g1, a empresa declarou que cumprirá todas as determinações judiciais. A marca destacou que buscará uma solução sustentável para a continuidade dos negócios e a manutenção do compromisso com colaboradores e clientes.
Motivos da crise e estrutura do processo
Ao anunciar a necessidade da medida, a empresa apontou que o pedido foi motivado por dificuldades enfrentadas pelo setor varejista. Conflitos na estrutura familiar e restrições no acesso ao crédito também agravaram a situação financeira.
O processo segue o regime de consolidação processual, o que significa que as seis empresas atuam em conjunto, mas mantêm informações financeiras separadas. Cada uma precisará apresentar sua própria relação de credores e seu plano específico.
A consultoria Deloitte Touche Tohmatsu foi nomeada administradora judicial. O papel da empresa será acompanhar de perto as atividades e a saúde financeira, enviando relatórios periódicos para a Justiça durante todo o processo.
Proteção aos serviços essenciais e retirada de bens
A Justiça determinou que concessionárias de energia elétrica não interrompam o fornecimento nas unidades ativas por causa de débitos anteriores. A medida garante a continuidade básica das operações comerciais em andamento.
A decisão também autorizou a retirada de mercadorias, mostruários e equipamentos de imóveis que foram desativados anteriormente. Os proprietários dos locais devem permitir o acesso das equipes autorizadas após notificação prévia.
Caso as exigências documentais pendentes não sejam entregues no prazo adicional de 15 dias, o processamento da medida poderá ser revogado. A gestão agora foca em superar o momento delicado e preservar os postos de trabalho.
