Um novo lote de pagamentos do chamado “dinheiro esquecido” vinculado ao antigo fundo PIS/Pasep começa a ser liberado nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026. Nesta etapa, recebem inicialmente os trabalhadores que protocolaram o pedido de ressarcimento até 31 de agosto.
Quem fizer a solicitação até quarta-feira, 30 de setembro, terá o crédito em 26 de outubro de 2026, conforme o calendário oficial de pagamentos.
Como checar se há valores a receber
- Acesse o sistema REPIS Cidadão e entre com sua conta gov.br (nível prata ou ouro).
- Também é possível consultar pelo aplicativo do FGTS, disponível para smartphones.
- Ao identificar saldo disponível, o próprio sistema indica os próximos passos para solicitação e documentação necessária.
O que é necessário para acessar e localizar o número do PIS/NIS
O NIS (Número de Identificação Social) tem 11 dígitos e corresponde ao mesmo número do PIS. Pode ser localizado em vários documentos e canais oficiais:
- Extrato do FGTS: o PIS aparece em um dos contratos registrados no aplicativo;
- Cartão Cidadão: o NIS está impresso logo abaixo do nome do titular;
- Meu INSS: no site ou app, o NIS aparece como NIT, nos dados cadastrais (também é possível consultar pelo telefone 135);
- CadÚnico: o número aparece após preencher dados pessoais no sistema ou no aplicativo do CadÚnico.
Como pedir o ressarcimento
O pedido pode ser feito em agências da Caixa Econômica Federal ou pelo aplicativo do FGTS. No app, o caminho costuma ser: fazer login, acessar a opção “mais”, selecionar “ressarcimento PIS/Pasep” e seguir as orientações para anexar documentos.
Se a solicitação for feita pelo próprio beneficiário, basta apresentar documento de identidade oficial. Herdeiros devem apresentar documentação complementar, por exemplo:
- Certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou
- Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador; ou
- Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores capazes e concordantes, permitindo o saque e declarando inexistência de outros dependentes conhecidos.
Como e quando o pagamento é feito
A Caixa analisa os pedidos e encaminha as informações ao Ministério da Fazenda para liberação. O crédito é efetuado diretamente na conta bancária indicada pelo interessado (conta na Caixa ou poupança social digital), seguindo o calendário divulgado pelo governo.
Quanto há disponível e prazo final
Segundo o governo, o saldo médio por pessoa disponível para saque é de cerca de R$ 2.800, valor que varia conforme o tempo de contribuição e o salário recebido na época. Os saldos foram atualizados pela inflação.
O prazo final para pedir o ressarcimento é setembro de 2028: se os valores não forem sacados até essa data, serão incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de retirada posterior.
Breve histórico do fundo antigo PIS/Pasep
O Programa de Integração Social (PIS) foi criado no início dos anos 1970 para formar uma poupança vinculada ao trabalhador do setor privado. O PASEP foi criado na sequência para servidores públicos. Em 1975, ambos os recursos passaram a compor um fundo único (Fundo PIS-Pasep). O regime de cotas desse fundo deixou de operar em 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual.
Nos anos seguintes houve movimentações administrativas: cotas não sacadas foram transferidas para o FGTS em 2020 e, posteriormente, parte desses recursos passou para uma conta única do Tesouro Nacional em 2023. Desde então a Caixa tem permitido que trabalhadores com saldos não resgatados peçam o ressarcimento, dentro do prazo estabelecido.
Onde buscar orientação
O REPIS Cidadão e o aplicativo do FGTS trazem passo a passo para consulta e requerimento do ressarcimento, além de orientações específicas para herdeiros. Para utilizar o REPIS é preciso ter conta gov.br nos níveis prata ou ouro.
Recomenda-se fazer a verificação o quanto antes para evitar perda do direito ao saque, uma vez que, identificado o saldo e não solicitado o ressarcimento até o prazo final, os valores serão transferidos ao Tesouro Nacional.
Leia também: Argentina: pobreza atinge 32,3% no 1º semestre de 2026 e chega a 9,7 milhões, diz Indec