Ibovespa dispara 2,63% e atinge máxima desde abril na última sessão antes do primeiro turno das eleições com apenas quatro ações em queda
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Ibovespa dispara 2,63% e atinge máxima desde abril na última sessão antes do primeiro turno das eleições com apenas quatro ações em queda

Redação Portal Web Dicas • • 4 min de leitura • Economia

Bolsa de valores brasileira vive dia de forte volatilidade e fecha em alta expressiva na véspera do primeiro turno das eleições presidenciais

O mercado financeiro nacional viveu uma sessão de intensa movimentação e incertezas na última sexta-feira, véspera do primeiro turno das eleições. Os investidores correram para ajustar posições e garantir proteção antes da abertura das urnas no próximo domingo.

Apesar de um início de dia instável que chegou a registrar perdas, o principal índice da bolsa brasileira recuperou o fôlego durante a tarde e fechou com forte valorização. O movimento surpreendeu analistas e marcou o maior patamar de encerramento desde o final do mês de abril.

Conforme informações divulgadas pelo mercado financeiro e especialistas da área, o comportamento dos ativos refletiu a alta expectativa em torno dos resultados eleitorais e a repercussão de indicadores econômicos internacionais importantes divulgados no mesmo dia.

Gangorra na bolsa e forte reação durante a tarde

O indicador principal da bolsa começou o dia oscilando fortemente entre o território positivo e o negativo. Pela manhã, os negócios refletiram dados de emprego nos Estados Unidos, mas rapidamente a política doméstica voltou a ditar o ritmo dos negócios no país.

O índice chegou a renovar mínimas na parte da manhã, registrando queda expressiva devido à realização de lucros. No entanto, o cenário mudou drasticamente no período vespertino, quando a pontuação acelerou os ganhos de forma consistente até o encerramento dos trabalhos.

No fechamento oficial, o indicador acumulou alta de 2,63%, atingindo 192.114 pontos. Com esse resultado positivo, o acumulado semanal registrou avanço de 5,81%, demonstrando a força compradora dos investidores no último dia útil antes da disputa eleitoral.

Ações em destaque e o peso do setor petrolífero

Apenas quatro ações fecharam o dia no campo negativo, demonstrando a amplitude generalizada da alta na bolsa. Entre os poucos papéis que recuaram estão empresas dos setores de saúde, saneamento e alimentos, enquanto outras companhias lideraram os ganhos com expressividade.

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O desempenho da Petrobras foi fundamental para sustentar o índice no azul, registrando alta de cerca de 3%. A valorização ocorreu em meio à estabilidade do petróleo tipo brent e ao anúncio de uma nova descoberta de óleo e gás na Bacia do Amazonas.

Especialistas apontam que o movimento refletiu uma estratégia clara de posicionamento. Segundo Felipe Sant’Anna, especialista da Axia Investing, os investidores buscaram opções para aproveitar um possível otimismo na bolsa na semana seguinte.

O impacto do relatório de empregos dos Estados Unidos

Antes do toque de abertura dos negócios, o governo norte-americano divulgou o relatório de empregos conhecido como payroll. Os números vieram bem abaixo das expectativas dos economistas, indicando a criação de apenas 29 mil postos de trabalho em setembro.

A taxa de desemprego nos Estados Unidos ficou em 4,2%, enquanto a projeção média do mercado apontava para 4,1%. A reação imediata foi a queda nos rendimentos dos títulos públicos americanos, o que acabou beneficiando os mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Profissionais da área econômica avaliaram que os dados fracos reduzem a probabilidade de novas elevações na taxa de juros pelo banco central americano. Essa perspectiva de juros internacionais mais baixos ajudou a dar fôlego aos ativos de risco ao redor do mundo.

Expectativas para o primeiro turno e cenário político

A proximidade do pleito eleitoral manteve a demanda por proteção em patamares elevados entre os gestores de recursos. As últimas pesquisas de intenção de voto mostraram um cenário bastante acirrado entre os principais candidatos à presidência da república.

O mercado financeiro monitora de perto cada variação nas pesquisas, avaliando potenciais impactos sobre o controle das contas públicas e a inflação futura. A avaliação de analistas é que a indefinição eleitoral continuará gerando volatilidade nos preços dos ativos brasileiros.

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A atenção dos investidores estrangeiros também permanece redobrada. Com aportes expressivos registrados ao longo do mês, o capital internacional aguarda maiores definições políticas no país para direcionar os próximos passos na bolsa de valores nacional.

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