Grande Acordo Nacional une forças em Caracas para definir transição democrática e traçar plano com 14 propostas para o futuro da Venezuela
A oposição venezuelana deu um passo decisivo neste domingo ao aprovar um documento conjunto que define novos rumos para o cenário político da nação.
O grupo decidiu formalizar o apoio à liderança de María Corina Machado, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, que atualmente está vivendo exilada no Panamá.
A iniciativa surge enquanto setores dialogam sobre a transição política no poder, conforme dados e informações divulgados pelas agências internacionais.
Consolidação da liderança e metas democráticas
Durante o encontro em Caracas, a Plataforma Unitária concordou em “ratificar o mandato de mudança política expresso pelos venezuelanos por meio de seu voto, e reconhecer e apoiar a liderança de María Corina Machado”.
Em vídeo exibido no evento, Machado celebrou: “Vamos avançar agora em uma das iniciativas que, para mim, é das mais poderosas, potentes e necessárias, e que será reconhecida pelo mundo, que é o nosso grande acordo para a reconstrução da República. Um grande acordo nacional”.
O projeto estratégico reúne 14 propostas para viabilizar a redemocratização nacional e estabelecer negociações institucionais sólidas com parceiros externos.
Exigências imediatas e calendário eleitoral
O documento aprovado define como meta “exigir a libertação total e incondicional dos presos políticos, o retorno dos exilados, o fim da repressão política (…), a anulação das inabilitações e dos procedimentos administrativos contra organizações políticas, e a promoção de políticas para proteger os direitos humanos”.
A coalizão afirma que é fundamental apoiar um roteiro pacífico voltado para a realização de eleições totalmente livres, auditáveis e justas.
Apesar de o acordo final não cravar uma data precisa para a votação, o partido Vente Venezuela defende que o pleito ocorra formalmente em 2027.
Mais sobre este assunto
Protestos violentos avançam na Itália e na Albânia com confronto policial nas ruas, vitrines quebradas e forte pressão política
Macron condena violência desenfreada em protestos na França após onda de saques, prédios incendiados e quase 2 mil prisões no país
Marco Rubio afirma que Donald Trump terá até 60 dias para reavaliar a suspensão de sanções econômicas contra a Rússia e remessas de diesel
Exército britânico alerta que o governo vai preparar a população e os cidadãos para tempos de guerra e aceitar sacrifícios pela defesa
