Presidente Emmanuel Macron endurece o discurso contra os atos de vandalismo e promete punições severas para quem cometeu saques na França
A França viveu dias de intensa tensão com grandes manifestações que começaram por melhorias na educação e logo se transformaram em revolta popular contra a alta no custo de vida.
Os confrontos provocaram momentos de pânico em várias cidades francesas, resultando em prédios públicos queimados, centenas de estabelecimentos destruídos e confrontos diretos com a polícia.
Diante do cenário caótico que rapidamente se espalhou pelo continente europeu, o presidente Emmanuel Macron foi à televisão aberta se pronunciar, conforme informações divulgadas pela imprensa internacional.
Macron condena atos criminosos e promete resposta
Durante seu pronunciamento oficial à nação, o líder francês destacou que nada justifica a violência desenfreada registrada ao longo de todo o território francês durante o fim de semana.
Esta noite, todos sentimos raiva e vergonha, declarou Macron, buscando separar os manifestantes com reivindicações sociais justas daqueles que foram às ruas unicamente para destruir e pilhar.
O chefe de Estado cobrou explicações sobre a atuação policial e pediu ao ministro do Interior, Laurent Nuñez, que extraia todas as lições necessárias para antecipar novos episódios graves.
Vandalismo provoca destruição de patrimônio histórico
Entre os episódios mais graves registrados pelas autoridades, chamas consumiram a histórica prefeitura do século 19 na cidade de Limoges, fazendo com que a estrutura do telhado desabasse quase por completo.
Macron atribuiu a onda destrutiva a elementos insurrecionais de grupos radicais de extrema esquerda, acompanhados por numerosos criminosos, que atacaram alvos públicos e privados de surpresa.
Para frear novas ações violentas, o governo instruiu os prefeitos regionais a proteger pontos estratégicos do comércio e autorizou a proibição de novos atos em locais vulneráveis.
Prisões em massa e impacto no continente europeu
O saldo dos atos impressiona pelas estatísticas, reunindo mais de 500 mil pessoas nas ruas, com um registro de 500 policiais feridos, um óbito por ataque cardíaco e pelo menos 1.800 pessoas detidas.
Esse número expressivo de encarceramentos se aproxima dos números vistos durante as manifestações históricas dos coletes amarelos no final de 2018, mostrando a gravidade da crise atual.
O movimento também começou a ecoar além das fronteiras francesas, impulsionando atos intensos e embates semelhantes entre policiais e cidadãos na Itália e também na Albânia nos últimos dias.
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