Economia

Governadores que prometeram não subir impostos aprovam aumento do ICMS logo após o segundo turno das eleições

Governadores que prometeram não subir impostos surpreendem eleitores com o reajuste nas alíquotas do ICMS dos combustíveis A promessa de campanha de reduzir ou manter a carga tributária…

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Governadores que prometeram não subir impostos surpreendem eleitores com o reajuste nas alíquotas do ICMS dos combustíveis

A promessa de campanha de reduzir ou manter a carga tributária foi deixada de lado por vários chefes de Executivo logo após o fim da disputa eleitoral.

A decisão conjunta gerou forte repercussão pública e econômica em diversos estados brasileiros, conforme informação divulgada pelo jornalista Cleber Lourenço.

A medida, tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária, afeta diretamente o bolso da população e altera o cenário econômico para os próximos anos.

O impacto do reajuste nos combustíveis

O aumento mais expressivo decidido pelo colegiado será aplicado sobre o diesel, cujo imposto passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, representando uma elevação de 11,1%.

No caso da gasolina, a cobrança subirá de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, enquanto o ICMS sobre o gás de cozinha passará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo.

Para um botijão de 13 quilos, essa alta representa R$ 0,91 a mais em tributação, afetando diretamente o orçamento doméstico das famílias em todo o país.

Contradições entre o discurso e a prática política

Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello havia assinado um compromisso com a federação das indústrias local para não elevar a carga tributária estadual.

No Distrito Federal, a governadora em exercício Celina Leão defendeu publicamente a manutenção de impostos reduzidos dias antes da aprovação das novas alíquotas.

Já em São Paulo, Tarcísio de Freitas manifestou apoio à redução do peso dos tributos sobre a população na mesma data em que seu secretário votou pelo reajuste.

O papel do Confaz e a justificativa oficial

A aprovação ocorreu por meio de convênios do Confaz, órgão que reúne os secretários estaduais da Fazenda e representantes do governo federal em Brasília.

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A ratificação antecipada dos acordos teve concordância unânime dos estados e do Distrito Federal, conforme ato publicado no Diário Oficial da União.

O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda afirma que o reajuste segue a metodologia de atualização baseada na variação dos preços dos combustíveis.

Perspectivas econômicas e reação popular

A proximidade entre a votação do segundo turno e a decisão tributária gerou debates intensos sobre a transparência das gestões estaduais perante o eleitorado.

Embora a elevação do imposto não signifique um repasse imediato e integral nas bombas, ela pressiona os custos de transporte e a inflação geral.

A sociedade agora acompanha de perto como cada administração vai lidar com as cobranças públicas decorrentes do descumprimento das promessas de campanha.

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