Economia

Contas do governo têm superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro com alta na arrecadação e superam expectativas do mercado financeiro

O governo central registrou um superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro, surpreendendo as expectativas do mercado financeiro e revertendo o cenário negativo anterior O cenário das contas…

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  • O governo central registrou um superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro, surpreendendo as expectativas do mercado financeiro e revertendo o cenário…
  • O resultado positivo veio acompanhado de um aumento expressivo nas receitas líquidas, impulsionando os números gerais e mostrando uma dinâmica diferente da…
  • Conforme informação divulgada pelo Tesouro Nacional, o desempenho superou o patamar esperado pelo mercado e ajudou a mitigar o impacto do déficit…

O governo central registrou um superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro, surpreendendo as expectativas do mercado financeiro e revertendo o cenário negativo anterior

O cenário das contas do governo apresentou uma surpresa positiva recentemente, trazendo alívio para a gestão fiscal do país e animando os economistas que acompanham os indicadores econômicos de perto.

O resultado positivo veio acompanhado de um aumento expressivo nas receitas líquidas, impulsionando os números gerais e mostrando uma dinâmica diferente da observada em períodos anteriores do ano.

Conforme informação divulgada pelo Tesouro Nacional, o desempenho superou o patamar esperado pelo mercado e ajudou a mitigar o impacto do déficit acumulado ao longo dos meses anteriores.

Desempenho surpreendente em setembro

O governo central registrou um superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro deste ano, em um resultado melhor do que o do mesmo mês no ano passado, quando houve déficit de R$ 14,4 bilhões.

O superávit de setembro ficou acima da mediana das expectativas do Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que apontava para um déficit de R$ 7,5 bilhões, conforme dados oficiais.

Vale destacar que as contas do governo central incluem o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social, formando um panorama completo das finanças públicas federais.

Balanço acumulado do ano

Já o acumulado de janeiro a setembro deste ano teve um saldo melhor do que o registrado no mesmo período no ano passado, apesar do déficit primário ainda se manter elevado.

Neste ano, o resultado negativo foi de R$ 90,2 bilhões, ante déficit de R$ 100,3 bilhões no mesmo período do ano anterior, em valores correntes divulgados pelo órgão competente.

O resultado conjunto do Tesouro e do Banco Central foi superavitário em R$ 213,1 bilhões, enquanto a Previdência apresentou um déficit expressivo de R$ 303,2 bilhões.

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Alta nas receitas líquidas

Em termos reais, a receita líquida cresceu 6,5%, enquanto a despesa total aumentou 5,4%, demonstrando um controle relativo dos gastos públicos no período avaliado.

O resultado registrado em setembro vem de uma alta nas contas do Banco Central e do Tesouro, que renderam R$ 31 bilhões, enquanto a Previdência teve um déficit de R$ 26,2 bilhões.

Na comparação anual, houve um aumento de 13,6% da receita líquida, enquanto a despesa total cresceu apenas 2,4%, favorecendo o saldo positivo das contas do governo.

Impacto da arrecadação e dos impostos

A alta da receita líquida foi resultado de um crescimento de receitas administradas pela Receita Federal, sobretudo devido a maiores recolhimentos sobre aplicações de renda fixa.

Houve um aumento dos recolhimentos sobre o imposto de renda da pessoa física, que renderam R$ 7,3 bilhões, e no da pessoa jurídica, com alta expressiva de R$ 11,4 bilhões.

A tributação adicional de 10% para os super-ricos, que passou a valer neste ano após proposta do governo, elevou a arrecadação e passou a recolher mais sobre dividendos.

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