A onda de insatisfação popular que começou na França avançou por outras fronteiras e gerou episódios de violência neste sábado, chamando a atenção de governos em todo o continente europeu.
Grandes capitais registraram um forte confronto entre manifestantes e policiais, com uso de canhões de água e bombas de efeito moral para dispersar multidões que bloqueavam vias importantes.
As mobilizações cobram medidas imediatas contra o alto custo de vida, conforme informações divulgadas por agências internacionais de notícias como Reuters e AFP.
Tumultos e violência nas ruas de Bruxelas e Tirana
Em Bruxelas, capital belga, centenas de participantes se reuniram no início da tarde na estação central, planejando marchar rumo à estação ferroviária Gare du Midi em protesto pacífico.
A caminhada saiu do controle quando manifestantes tentaram bloquear a via pública, gerando forte reação da tropa de choque que cercou os grupos para impedir a interrupção do trânsito local.
Registros gravados pela agência Reuters flagraram pessoas correndo em desespero e policiais agredindo um manifestante com socos, chutes e golpes de cassetete logo após ele cair no chão.
Já na cidade de Tirana, capital da Albânia, o clima também esquentou quando ativistas atiraram pedras contra as forças de segurança, que precisaram revidar com fortes canhões de água.
França mantém alerta com uso de gás em várias cidades
Na França, berço desses atos contra o governo e a inflação que já duram cerca de um mês, novos protestos foram realizados simultaneamente em diversas cidades do território nacional.
Nas cidades de Lyon e Pau, no sul francês, agentes usaram bombas de gás lacrimogêneo depois que grupos tentaram fechar vias próximas a delegacias e a prédios universitários.
A agência de notícias AFP destacou que granadas de gás também foram disparadas em Lille, Toulouse e Nantes, enquanto em Paris a manifestação transcorreu de forma pacífica.
Apreensão de armas e forte esquema de segurança
O ministro do Interior da França, Laurent Nunez, confirmou a detenção preventiva de 135 pessoas pelo país após revistas minuciosas para evitar episódios graves de desordem urbana.
Os agentes recolheram bolas de metal, chumbinhos, fogos de artifício, estilingues, balas de aço, armas improvisadas, réplicas de airsoft e até uma espada do tipo katana.
Com 70 mil policiais mobilizados, Nunez declarou: “Temos que ser extremamente ágeis. Recebemos muitos pedidos de interrupção por parte de grupos políticos e, simplesmente, de criminosos. Vai ser um dia longo”.
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