Ação federal contra a deputada Ilhan Omar gera forte crise política nos Estados Unidos às vésperas de disputa eleitoral decisiva
Uma grande operação conduzida por autoridades federais norte-americanas mirou a residência da deputada democrata Ilhan Omar, desencadeando um intenso debate institucional em Washington.
A investida apura uma suposta fraude imigratória ligada aos papéis de entrada da família da parlamentar nos Estados Unidos, preenchidos por seu pai quando ela ainda era uma criança.
Omar rebateu a ação afirmando ser vítima de perseguição do ex-presidente, conforme apuração divulgada pela agência Reuters e confirmada por veículos internacionais de imprensa.
Investigação sobre documentos antigos e forte resposta da deputada
A apuração envolve formulários antigos preenchidos pelo pai de Omar, já falecido, na época em que a família fugiu da Somália para recomeçar a vida no território norte-americano.
Alvo constante da ala conservadora, a parlamentar reagiu prontamente nas redes sociais, classificando a incursão policial como um ato arbitrário voltado a calar críticos do governo.
“Há dez anos, Trump me persegue com mentiras infundadas e campanhas de difamação”, declarou Omar. “Esta é apenas a mais recente escalada em sua campanha de intimidação política. Não serei silenciada.”
Tom Homan, encarregado da segurança de fronteiras, confirmou à Fox Business Network que o Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna conduzem o caso em sigilo.
Semanas antes, o secretário Markwayne Mullin já havia sugerido a medida publicamente: “Se conseguirmos provar que você não deveria estar aqui desde o início, vamos deportá-la.”
Lideranças democratas acusam abuso de poder em período eleitoral
O momento da busca causou revolta entre os democratas, ocorrendo a cerca de três semanas das eleições legislativas de meio de mandato, cruciais para o equilíbrio no Congresso.
O líder democrata Hakeem Jeffries e membros da bancada repudiaram a ofensiva, alertando para o risco de instrumentalização dos órgãos de investigação do Estado contra a oposição.
“A máquina de deportações em massa de Trump chegou à residência de uma integrante do Congresso devidamente eleita e de sua família”, apontaram os parlamentares em comunicado conjunto.
O governador de Minnesota, Tim Walz, também condenou a operação: “O presidente Trump está abusando de seu poder para perseguir adversários políticos semanas antes de uma eleição.”
Tradicionalmente, diretrizes do Departamento de Justiça evitam deflagrar atos ostensivos nos 60 dias anteriores a uma eleição para não interferir nas urnas.
Histórico de inquéritos contra desafetos e ambiente de hostilidade
A gestão federal vem abrindo investigações contra outras figuras públicas críticas, como o ex-diretor do FBI James Comey e a procuradora-geral de Nova York, Letitia James.
Omar também tem sido alvo frequente de discursos hostis, com ataques que miram abertamente sua origem somali e sua religião muçulmana perante a base eleitoral conservadora.
A deputada já definiu a atenção do republicano como uma obsessão doentia e perturbadora, denunciando recorrentes ameaças de morte decorrentes dessa intensa retórica de ódio.
Mais sobre este assunto
Elon Musk investe 276 milhões de dólares nas Midterms americanas e reassume o posto de maior doador do Partido Republicano
Governo Trump realiza operação na casa da deputada democrata Ilhan Omar por suposta fraude imigratória e parlamentar denuncia intimidação
Forte enchente no Nepal arrasta pontes históricas e deixa mais de 100 turistas estrangeiros totalmente ilhados na região montanhosa de Gorkha
Enchente no Nepal deixa mais de 100 turistas estrangeiros ilhados em rotas de montanha após cheia devastadora destruir caminhos e pontes
