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França enfrenta onda de novos protestos após um mês de tensão popular e governo convoca 70 mil policiais para conter atos em várias cidades

A tensão social voltou a subir em território europeu neste sábado, completando mais de um mês ininterrupto de protestos na França contra o encarecimento do custo de vida…

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A tensão social voltou a subir em território europeu neste sábado, completando mais de um mês ininterrupto de protestos na França contra o encarecimento do custo de vida e medidas econômicas.

Para tentar conter episódios recentes de violência, saques e destruição pelas ruas, o governo francês colocou em prática uma operação gigantesca com milhares de agentes especiais espalhados pelo país.

O clima de apreensão atinge serviços públicos e pontos turísticos emblemáticos, conforme dados e informações reunidos e divulgados com base na imprensa internacional e pela agência AFP.

Mobilização de 70 mil policiais nas ruas

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, confirmou o envio de 70 mil policiais e agentes especiais para atuar de forma ostensiva, um efetivo cerca de 15% maior do que os 60 mil mobilizados na semana anterior.

As autoridades reforçaram as ações após monitorarem convocações para atos violentos em redes sociais, preparando veículos blindados e novos equipamentos táticos de dispersão para evitar o caos em pontos centrais.

O monitoramento também envolveu pedidos formais às empresas de tecnologia como Meta, Snap e TikTok, exigindo uma moderação mais ágil de postagens que incitem depredações durante todo o fim de semana.

Restrições severas em grandes cidades

Apesar da liberação formal em pelo menos oito grandes centros urbanos, as manifestações enfrentam regras rígidas, alterações inesperadas de trajetos e proibições de grupos estudantis ou autônomos.

Em Lyon, onde mais de 150 lojas foram danificadas e o escritório de turismo foi incendiado em atos anteriores, a prefeitura proibiu qualquer concentração no centro comercial entre 10h e 23h.

A capital Paris também sofreu mudanças de percurso de última hora determinadas pela polícia, o que gerou críticas de líderes sindicais sob a alegação de que a medida prejudica a organização da marcha.

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Tensão política e atos contra a extrema direita

Na cidade de Orléans, o cenário de alerta aumentou com a realização do congresso do partido Reagrupamento Nacional, liderado pela política de extrema direita Marine Le Pen, previsto para reunir milhares de pessoas.

O governo calcula que até 30 mil manifestantes contrários à sigla participem de passeatas no município, o que levou a administração regional a proibir atos no domingo e destacar 3 mil agentes para o local.

A disputa também chegou aos tribunais, onde partidos de esquerda contestaram ordens executivas que tentaram barrar atos públicos não convocados expressamente por entidades sindicais tradicionais.

Museus fechados e futebol adiado

O impacto dos protestos na França atingiu em cheio o turismo e a cultura da capital, resultando no fechamento de museus famosos como o Louvre, o Museu d’Orsay, o Grand Palais e o Museu Picasso.

A tradicional Ópera de Paris suspendeu suas programações artísticas para resguardar o público, enquanto a feira internacional de arte contemporânea Art Basel cancelou suas atividades no final de semana.

No esporte, a federação precisou remarcar o aguardado confronto entre Paris Saint-Germain e Lyon pelo campeonato nacional, transferindo a partida para a segunda-feira por recomendação expressa dos órgãos de segurança.

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