Protestos na Itália e na Albânia geram confrontos intensos, destruição em áreas históricas e forte pressão sobre governantes locais
Uma nova onda de instabilidade tomou as ruas da Europa neste fim de semana, gerando cenas de caos urbano e mobilizando tropas de choque em diferentes capitais e cidades turísticas.
Os atos populares têm como principais motivos o aumento galopante no custo de vida, a piora evidente dos serviços públicos e denúncias graves de corrupção em órgãos governamentais.
A situação escalou rapidamente para episódios de violência, conforme informações divulgadas pela agência Reuters e relatórios operacionais emitidos pelas autoridades policiais de cada região.
Confrontos e quebra-quebra marcam centro de Milão
Policiais da tropa de choque entraram em confronto direto com grupos de manifestantes encapuzados no centro de Milão, recorrendo ao uso de gás lacrimogêneo e canhões de água.
Na área comercial próxima à famosa Piazza Duomo, dezenas de manifestantes atiraram pedras contra vitrines e incendiaram lixeiras, provocando correria e grande destruição pelas calçadas históricas.
As autoridades confirmaram que mais de 70 pessoas foram levadas à delegacia para averiguação. No sábado, outros 28 indivíduos haviam sido presos em cidades do norte italiano, incluindo Bolonha e Turim.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, convocou uma reunião emergencial de segurança para esta segunda-feira. Ela classificou os causadores da desordem como vândalos que buscam apenas espalhar o pânico.
“Manifestar-se é um direito. Devastar nossas cidades não é”, declarou Giorgia Meloni por meio de sua conta oficial na rede social X, criticando duramente a depredação nos centros urbanos.
Estudantes desafiam governo em Tirana há quase uma semana
Na Albânia, manifestações contra a corrupção administrativa e a falta de empregos chegaram ao sexto dia consecutivo, sendo impulsionadas principalmente por uma expressiva adesão de estudantes.
Os protestos realizados em Tirana terminaram em brigas violentas com a polícia. Centenas de pessoas arrancaram pedras das ruas para atacar as forças da ordem perto do Ministério da Educação.
Para dispersar a multidão enfurecida, os policiais utilizaram balas de borracha, água sob pressão e bombas de gás lacrimogêneo, deixando dezenas de feridos entre civis e forças de segurança.
O primeiro-ministro albanês, Edi Rama, rejeitou firmemente os pedidos populares para que renuncie ao cargo e declarou que os tumultos ameaçam os planos do país de entrar na União Europeia.
“Não sou eu que estou sendo desafiado, nem o governo ou a maioria vencedora nas eleições. O que está sendo desafiado é um caminho, uma missão”, afirmou o premiê Edi Rama durante transmissão pública.
Escândalos internos e impacto diplomático
Segundo os dados oficiais divulgados pelas autoridades policiais da Albânia, exatamente 388 pessoas foram denunciadas por envolvimento em delitos graves cometidos durante as marchas recentes.
A grave crise forçou o governo a cancelar compromissos internacionais urgentes, em um momento delicado em que analistas apontam o país como rota frequente para lavagem de dinheiro ilícito.
Ainda assim, Rama insistiu que o combate à criminalidade segue rigoroso e acusou supostos interesses estrangeiros não revelados de tentarem desestabilizar a ordem e sabotar a meta europeia até 2030.
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