Descubra como resgatar seu saldo nas plataformas de bets antes do fim do prazo determinado pelo governo federal nesta segunda-feira
O universo das apostas esportivas passa por uma reviravolta decisiva no Brasil, com regras mais rígidas e prazos apertados para os usuários.
Milhões de pessoas ainda mantêm recursos financeiros presos nessas páginas virtuais, gerando enorme preocupação sobre o futuro desse dinheiro.
Conforme informação divulgada pelo g1, os detalhes dessa operação envolvendo as bets revelam um cenário de valores elevados e muitas contas com saldos mínimos.
O volume de dinheiro retido e o perfil das contas ativas
Dados do Ministério da Fazenda apontam que, até esta segunda-feira, 26,5 milhões de pessoas ainda mantinham R$ 1,33 bilhão em plataformas de apostas de quotas fixas, as chamadas bets.
O prazo para resgatar os valores termina hoje, às 23h59, sendo que a data foi definida na medida provisória que proibiu o funcionamento das bets no país.
Segundo o governo, a maioria das contas, cerca de 92%, com saldo positivo tem valores baixos, sendo que 92% possuem menos de R$ 10 disponíveis para saque.
Como funcionará a devolução pelos bancos após o prazo
Quem não fizer o saque até o fim do prazo não perderá o dinheiro, pois, nesse caso, a devolução será realizada posteriormente pelos bancos responsáveis por operar os pagamentos.
Os valores estão concentrados em uma parcela pequena das contas, onde aproximadamente 1% reúne 80% do saldo e 3,4% concentram 90% dos recursos totais.
A partir do dia 6 de outubro, os sites e aplicativos de bets deixam de operar, dando início ao repasse das informações financeiras para as instituições bancárias.
O cronograma oficial de repasses e transferências
Entre os dias 7 e 8 de outubro, as empresas informam aos bancos os saldos não retirados por CPF, organizando todo o montante pendente com os apostadores.
De 9 a 14 de outubro, os bancos providenciam a devolução dos valores, enquanto a partir de 14 de outubro os recursos cuja restituição tenha encontrado impedimento são transferidos à Caixa.
Dessa forma, a Caixa Econômica Federal passa a ser a instituição responsável pela devolução final aos cidadãos que enfrentaram problemas no processo anterior.
O contexto da proibição e o fim da publicidade
No fim de setembro, o governo editou uma Medida Provisória que proibiu as bets em todo o país, vetando também a operação de jogos online e cassinos virtuais.
A medida provisória também determinou a retirada de todas as peças e ações de publicidade, propaganda e marketing de bets em meios físicos e digitais até esta segunda-feira.
Segundo o governo, o mesmo prazo se aplica à remoção de marcas vinculadas a contratos de patrocínio, proibindo novas campanhas publicitárias do setor no Brasil.
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