Como o eleitorado da capital paulista se dividiu geograficamente entre periferias e bairros mais ricos na disputa
A disputa eleitoral na cidade de São Paulo revelou um cenário bastante dividido entre as diferentes regiões da capital paulista no primeiro turno, conforme informação divulgada pelo g1. Os dados detalhados por zona eleitoral ajudam a compreender o comportamento político da população urbana, mostrando onde cada candidato principal concentrou a sua força e quais foram os redutos eleitorais mais expressivos.
Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu a vitória geral na capital com uma vantagem expressiva nas periferias e nos extremos da cidade, o adversário Flávio Bolsonaro obteve seus melhores resultados em bairros tradicionais de classe média e alta, além de zonas importantes das regiões leste e norte.
Compreender essa distribuição geográfica é fundamental para analisar a dinâmica política paulistana, visto que o voto na maior cidade do país costuma refletir profundas desigualdades sociais e econômicas, criando verdadeiros bastiões partidários que se repõem a cada pleito realizado.
A força de Lula nas periferias e nos bairros centrais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu em 35 zonas eleitorais da cidade, alcançando 46,58% dos votos válidos na capital paulista contra 42,13% de Flávio Bolsonaro. O desempenho do petista se destacou especialmente em regiões periféricas populosas, mantendo a tradicional hegemonia do partido nessas áreas.
Segundo os dados oficiais, Lula conseguiu seu maior percentual de votos na região central de São Paulo, especificamente na Bela Vista, com 60,58%, totalizando 61.959 votos, e também no Grajaú, extremo da Zona Sul, onde atingiu 57,72% com 81.057 votos.
Outras votações expressivas do petista ocorreram nos extremos da cidade, reforçando a força do PT nas periferias, como na 372ª ZE em Piraporinha com 57,57%, na 404ª ZE na Cidade Tiradentes com 57,43%, e na 381ª ZE em Parelheiros com 56,07%.
O domínio de Flávio Bolsonaro em áreas de classe média
Por outro lado, Flávio Bolsonaro saiu vitorioso em 22 zonas eleitorais, concentrando suas principais vitórias em bairros de perfil mais conservador ou de renda mais alta na capital paulista, demonstrando grande capilaridade em redutos específicos.
O candidato do PL teve sua maior vitória no Tatuapé, na Zona Leste, com 53,51% e 62.876 votos, além da Mooca, onde registrou 52,60% e 52.277 votos, consolidando sua presença em bairros tradicionais paulistanos.
Outros desempenhos fortes de Flávio foram registrados na 249ª ZE em Santana com 51,57%, na 258ª ZE em Indianópolis com 51,07%, e na 348ª ZE na Vila Formosa com 51,99%, sendo que em Indianópolis ele obteve seu maior volume absoluto de votos, com 70.056.
Disputas acirradas e zonas equilibradas
Apesar da clara divisão entre periferias e áreas centrais mais ricas, o pleito também registrou zonas com disputa extremamente apertada, evidenciando que o eleitorado da capital não se divide de forma totalmente rígida em todos os bairros.
Na 259ª ZE, localizada na Saúde, Flávio Bolsonaro venceu por margem mínima de 42,76% contra 42,18% de Lula, representando uma distância de apenas 660 votos entre os dois concorrentes na região.
Do mesmo modo, a 392ª ZE na Ponte Rasa foi uma das mais equilibradas de toda a cidade, resultando em 44,65% para Flávio e 44,24% para Lula, enquanto na 327ª ZE em Nossa Senhora do Ó o petista levou vantagem apertada de 44,68% a 44,22%.
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