Lula diz que maioria da direita no Senado “transformaria o país num inferno” e convoca a esquerda por unidade
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Lula diz que maioria da direita no Senado “transformaria o país num inferno” e convoca a esquerda por unidade

Em atos no Rio, o presidente alertou para riscos de uma bancada conservadora no Senado e cobrou mobilização da centro‑esquerda; episódio com artista gerou vaias do PSOL

Redação Portal Web Dicas • • 2 min de leitura • Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, se a direita conquistar a maioria no Senado, isso “transformará o país num inferno”. O discurso foi proferido durante uma sequência de atos políticos no Rio de Janeiro, nos quais o chefe do Executivo também pediu união das forças de esquerda para derrotar a oposição no Legislativo.

Em um dos eventos, realizado após uma apresentação com artistas, Lula participou de um ato em área marcada pela oposição, reforçando a estratégia de diálogo com eleitores em territórios considerados adversários. Em outra declaração, o presidente criticou a presença de milicianos na política: “não cabe representação de miliciano no Palácio do Planalto”, disse, ao condenar qualquer alinhamento que considere antidemocrático ou ligado a práticas criminosas.

O esforço por conquistar uma bancada favorável no Senado faz parte da agenda do governo para garantir aprovação de projetos, nomeações e medidas administrativas nos próximos meses. Lula tem pressionado aliados e partidos do campo progressista a ampliar a mobilização e assegurar cadeiras que evitem uma maioria conservadora na Casa.

Em um dos encontros, o artista Cavaliere foi inicialmente aplaudido, mas sofreu vaias de militantes do PSOL ao citar o nome Pedro Paulo durante seu discurso. O episódio ilustra a tensão entre diferentes setores à esquerda, ao mesmo tempo em que o presidente tenta costurar unidade em torno da campanha por uma base parlamentar mais favorável ao seu governo.

Analistas destacam que o controle do Senado pode influenciar a aprovação de projetos-chave, a tramitação de reformas e a validação de indicações presidenciais ao Supremo Tribunal Federal e a outros cargos estratégicos, o que torna a disputa pela maioria ainda mais decisiva para o futuro imediato das políticas públicas do país.

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