John Leguizamo faz apelo direto a David Ellison durante premiação para que a fusão entre Paramount e Warner Bros Discovery não priorize apenas o lucro financeiro
O cenário de grandes fusões em Hollywood continua gerando fortes debates entre profissionais da sétima arte e executivos de grandes conglomerados de mídia em todo o mundo atual.
Recentemente, o renomado ator John Leguizamo aproveitou um importante evento público para direcionar duras críticas e um apelo urgente aos principais líderes envolvidos nas negociações empresariais.
Conforme informação divulgada pela Critics Choice Association, o artista exigiu sensibilidade humana na transação comercial bilionária, conforme noticiado durante a cobertura do evento.
O apelo direto do ator na premiação
Durante a sexta edição da Celebración Anual de Cinema e Televisão da Critics Choice Association, o ator recebeu o prêmio de Conquista de Carreira e discursou fortemente.
Na ocasião, John Leguizamo fez um apelo direto a David Ellison sobre a fusão envolvendo a Paramount e a Warner Bros Discovery.
O artista pediu publicamente para o empresário não focar apenas no próprio bolso e considerar as reais necessidades dos trabalhadores e da indústria americana.
Críticas ao prazo de proteção dos estúdios
O ator expressou grande preocupação com os termos acordados que garantem apenas cinco anos de proteção aos estúdios e lotes da Califórnia contra vendas ou desmantelamentos.
Para John Leguizamo, essa medida temporária é totalmente insuficiente para garantir a estabilidade profissional das famílias que dependem diretamente do setor audiovisual local.
Ele questionou o que acontecerá após o término desse prazo, afirmando que os profissionais precisam planejar suas vidas a longo prazo sem o risco constante de desemprego.
A carta aberta assinada por milhares de profissionais
Vale lembrar que, em abril, o ator integrou um grupo de mais de quatro mil profissionais que assinaram uma carta aberta contra a aquisição da Warner Bros Discovery.
O documento público publicado pelo jornal The New York Times destacou que a diversidade e a independência da indústria seriam gravemente comprometidas pelo negócio.
Grandes nomes de Hollywood, como Joaquin Phoenix, Ben Stiller e Robert De Niro, também assinaram o manifesto exigindo maior responsabilidade dos executivos na economia criativa.