Denúncia aponta manobra eleitoral inusitada com candidato clone para enfraquecer republicanos e bagunçar a corrida ao Senado no Alasca
A disputa pelo Senado nos Estados Unidos ganhou contornos dramáticos e bastante curiosos, envolvendo uma tática nada comum planejada para as próximas votações estaduais.
A campanha ligada ao Partido Democrata montou um projeto surpreendente para desestabilizar adversários e tentar alterar diretamente o equilíbrio das urnas.
O objetivo principal era buscar e lançar um homônimo de um senador concorrente, conforme informações divulgadas pelo jornal The New York Times.
Operação secreta nos bares e cidades remotas
De acordo com a apuração, assessores da democrata Mary Peltola receberam instruções para encontrar o maior número possível de pessoas chamadas Dan Sullivan pelo estado.
Um operador político teria utilizado inclusive um nome falso em cervejarias e pequenas reuniões para abordar moradores e convencê-los a registrar candidatura.
A manobra avançou e um professor aposentado, chamado Dan J. Sullivan, aceitou entrar na disputa após ser localizado em uma pequena comunidade pesqueira.
Resultados das primárias e presença na cédula
Nas eleições primárias realizadas em agosto, Mary Peltola alcançou a liderança com 49,5% dos votos, enquanto o senador Dan S. Sullivan registrou 41,4% da preferência.
O candidato homônimo Dan J. Sullivan conseguiu atrair 2,5% dos votos, o que representou exatamente 4.107 votos válidos na disputa regional.
Pelas regras eleitorais locais, os quatro candidatos mais votados avançam juntos, o que colocará dois nomes praticamente idênticos na mesma cédula em 3 de novembro.
Fúria de Donald Trump e pedidos de punição
Após as revelações, o presidente Donald Trump reagiu de forma exaltada nas redes sociais, afirmando que a estratégia buscava claramente enganar os eleitores conservadores.
Trump declarou que a ação configurava fraude eleitoral e acusou membros da campanha democrata de mentir sob juramento em um tribunal federal.
O líder republicano defendeu que o senador Dan S. Sullivan deve concorrer sem os dois adversários na disputa, enquanto a campanha democrata nega qualquer envolvimento com o caso.
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