Especialistas em mamíferos marinhos e autoridades ambientais estão investigando a morte de centenas de filhotes de baleias ao longo da costa patagônica. Equipes de campo realizam coletas de amostras e necropsias para determinar as causas do evento, que vem preocupando pesquisadores e comunidades locais.
Relatos e imagens de praias argentinas mostraram dezenas de animais encalhados, o que motivou a mobilização de pesquisadores, órgãos ambientais e grupos de conservação. O fenômeno ocorre no contexto da presença maciça de baleias francas nas águas da região: na última primavera mais de 1.300 exemplares dessa espécie foram registrados ao longo da costa de Chubut, segundo levantamentos de temporada.
Os peritos adotaram protocolos padrão para investigação de mortalidade em massa, incluindo coleta de tecidos para exames laboratoriais, análise de conteúdo estomacal, verificações de sinais de colisão e rastreamento de agentes patogênicos. As amostras serão submetidas a testes que podem identificar infecções bacterianas ou virais, bem como traços de toxinas e poluentes.
Entre as hipóteses sendo avaliadas estão:
- Doenças infecciosas que afetem filhotes ou mães;
- marés vermelhas e outras proliferações de algas nocivas capazes de provocar intoxicação por biotoxinas;
- contaminação química ou carga de poluentes no ambiente;
- interação com artes de pesca, incluindo emalhes e rede de arrasto;
- estresse causado por mudanças ambientais, como variações térmicas ou alteração de rotas alimentares.
Pesquisadores ressaltam que não é possível apontar uma causa única sem a conclusão dos exames laboratoriais e das necropsias detalhadas. Investigações anteriores de mortalidade em massa de cetáceos mostram que eventos desse tipo podem resultar de múltiplos fatores agindo em conjunto.
Autoridades costais e organizações de conservação acompanham a situação e trabalham para reduzir impactos imediatos, remover carcaças quando necessário e informar pescadores e comunidades locais sobre protocolos de segurança. Os resultados das análises devem orientar medidas de resposta e estratégias de monitoramento para proteger as populações de baleias na região.
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