Bombardeio brutal na Ucrânia acontece logo após acordo dos Estados Unidos com a Rússia e gera forte revolta do governo ucraniano
Pelo menos 20 pessoas morreram, incluindo crianças, em um violento ataque russo à cidade de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia. O bombardeio ocorreu neste sábado, exatamente um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um acordo para suspender as sanções às exportações russas de diesel.
A ofensiva causou destruição em massa e reduziu parte de um prédio residencial a escombros, gerando comoção internacional e críticas severas de autoridades ucranianas. A tragédia intensifica o clima de tensão no conflito, que já dura quatro anos e meio, conforme informação divulgada pela agência de notícias Reuters.
A seguir, entenda como a decisão dos Estados Unidos sobre o diesel russo impactou o cenário da guerra, conheça os detalhes do devastador ataque em Zaporizhzhia e veja as reações dos líderes mundiais diante desse novo capítulo do confronto.
O impacto da suspensão de sanções ao diesel russo
A decisão do governo norte-americano de suspender as sanções às exportações russas de diesel pegou Kiev de surpresa. O objetivo principal da medida adotada por Donald Trump era conter os preços dos combustíveis no mercado internacional, que dispararam durante o conflito dos Estados Unidos com o Irã.
No entanto, a medida foi recebida como um duro revés pela Ucrânia, que esperava maior pressão econômica sobre Moscou para forçar negociações de paz. Autoridades ucranianas afirmam que qualquer alívio na pressão internacional é interpretado pelo Kremlin como um sinal verde para continuar os bombardeios.
O devastador ataque a Zaporizhzhia e a morte de civis
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez duras críticas à Casa Branca após o bombardeio. Segundo ele, a Rússia agradeceu pela suspensão das sanções ao diesel lançando cinco bombas planadoras contra edifícios residenciais na cidade de Zaporizhzhia.
Entre as vítimas fatais estava uma menina de seis anos que completaria mais um ano de vida no final do mês. Equipes de resgate trabalharam intensamente para retirar sobreviventes dos escombros, enquanto moradores locais lidavam com o desespero e a destruição generalizada provocada pelos mísseis russos.
A escalada dos bombardeios e a crise energética na Ucrânia
O ataque a Zaporizhzhia faz parte de uma nova onda de violência que vitimou quase 80 civis em poucos dias por todo o território ucraniano. Além das perdas humanas, a infraestrutura do país segue severamente comprometida com novos danos à rede elétrica.
Partes de Kiev e regiões vizinhas ficaram sem energia elétrica, o que paralisou completamente os trens do metrô da capital ucraniana pela segunda vez na mesma semana. A intensificação dos ataques russos atinge diretamente a população civil e paralisa serviços essenciais nas grandes cidades.
Negociações de paz paralisadas e novos conflitos regionais
A suspensão das sanções aconteceu justamente enquanto autoridades ucranianas e europeias se reuniam em Miami com negociadores americanos para elaborar uma proposta conjunta de paz. Porém, o diálogo segue emperrado devido às ações militares de ambos os lados.
Enquanto o presidente russo, Vladimir Putin, descartou uma retomada imediata das negociações devido a ataques ucranianos com drones, autoridades instaladas por Moscou informaram que civ também morreram em bombardeios na região de Luhansk, mantendo o ciclo de violência sem previsão de término.
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