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Votação no exterior tem apuração acompanhada em tempo real no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro em mais de 100 países

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Eleitores brasileiros espalhados pelo mundo comparecem às urnas para definir a disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro

Quase 1 milhão de eleitores brasileiros que vivem fora do país estão aptos para participar deste segundo turno eleitoral, distribuídos por 186 cidades em mais de cem nações.

A movimentação nas seções internacionais mobiliza comunidades inteiras em diversos continentes, com milhares de cidadãos exercendo o direito democrático ao voto ao longo de todo o domingo.

Os boletins de urna liberados localmente permitem antecipar os primeiros números da votação no exterior, tudo conforme informação divulgada pelo g1 com base em dados do TSE.

O panorama das seções eleitorais na Oceania e Ásia

Na votação no exterior, os primeiros locais a encerrarem os trabalhos ficam na Oceania e no continente asiático, onde o fuso horário adianta a contagem preliminar das cédulas.

Em solo australiano, no primeiro turno deste pleito, Lula registrou 4.562 votos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 2.579, lembrando que em 2022 o petista venceu com 4.321 votos.

Na Nova Zelândia, o primeiro turno marcou 234 votos para Lula contra 64 de Flávio, repetindo a tendência do último pleito geral, quando Lula venceu com mais de 70% dos votos.

No Japão, um dos maiores colégios eleitorais fora do Brasil, Flávio Bolsonaro manteve ampla vantagem na primeira etapa com 24.601 votos, contra 5.234 votos concedidos a Lula.

A liderança conservadora no Japão repete 2022, quando Jair Bolsonaro somou 27.640 votos, enquanto Lula conquistou 5.412 votos entre os trabalhadores da comunidade no país asiático.

Já na China, a preferência inicial foi favorável a Lula, que somou 367 votos contra 203 do senador liberal, repetindo a vitória que a esquerda já havia obtido em eleições anteriores.

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No Oriente Médio, os resultados variaram bastante entre os países, com Flávio na frente nos Emirados Árabes, com 659 a 512, e em Israel, marcando 523 votos contra 92 de Lula.

Por outro lado, no Líbano e na Palestina, Lula garantiu ampla vantagem no primeiro turno, somando 2.538 votos libaneses e 1.078 votos palestinos na contagem preliminar do tribunal.

O comportamento do eleitorado na Europa

O continente europeu concentra colégios eleitorais estratégicos, onde a votação no exterior costuma registrar alta participação de imigrantes e estudantes brasileiros.

Em Portugal, maior colégio eleitoral da Europa, Lula venceu no primeiro turno com 26.401 votos, enquanto Flávio Bolsonaro totalizou 19.412 votos nas urnas lusitanas apuradas.

Na Alemanha, o resultado da primeira fase também confirmou a liderança de Lula com expressivos 13.525 votos, diante dos 3.532 votos conquistados pelo senador da oposição.

O Reino Unido apontou cenário semelhante na apuração inicial, registrando 8.640 sufrágios para a candidatura governista contra 5.366 votos destinados a Flávio Bolsonaro.

Na França, a contagem da rodada anterior somou 8.769 votos favoráveis a Lula e 1.758 para Flávio, refletindo a histórica preferência progressista na capital Paris.

Na Itália e na Espanha, a liderança foi igualmente de Lula, que atingiu 6.148 e 7.263 votos, respectivamente, superando os 4.386 e 3.338 votos dados a seu concorrente direto.

A Suíça trouxe disputa acirrada entre os postulantes, com 5.194 votos para Lula diante de 4.525 para Flávio Bolsonaro, repetindo o equilíbrio verificado no pleito de 2022.

A apuração nas Américas do Norte e do Sul

No continente americano, a votação no exterior revelou contrastes profundos no primeiro turno entre a América do Norte e os países vizinhos na América do Sul.

Nos Estados Unidos, maior colégio eleitoral do planeta, Flávio Bolsonaro obteve expressiva liderança inicial com 45.004 votos, contra 23.335 votos dados ao presidente Lula.

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O desempenho da oposição repete o cenário norte-americano de quatro anos atrás, quando a chapa conservadora alcançou mais de 65% da preferência em terras estadunidenses.

Em contrapartida, no Canadá a contagem de primeiro turno pendeu para Lula, que garantiu 12.508 votos frente aos 7.043 conquistados por Flávio nas urnas de cidades canadenses.

Na América do Sul, a Argentina garantiu vitória de Lula na primeira rodada com 3.747 votos a 1.681, repetindo o desempenho favorável obtido em eleições presidenciais passadas.

Já no Paraguai e na Bolívia, o eleitorado conservador compareceu em peso para Flávio Bolsonaro, que recebeu 3.848 votos em solo paraguaio e 1.387 votos nas seções bolivianas.

No Uruguai, a margem foi estreita no primeiro turno, com 797 votos para a chapa governista e 701 votos para o candidato opositor, mostrando a polarização da comunidade local.

Votos na África e as regras do Tribunal Superior Eleitoral

No continente africano, a votação no exterior teve participação relevante em nações lusófonas e centros diplomáticos espalhados por capitais africanas.

Em Angola, a apuração do primeiro turno apontou 147 votos para Lula e 101 para Flávio, ao passo que na África do Sul a vantagem foi de Flávio, somando 230 votos contra 152.

Em Moçambique, Flávio também liderou com 113 votos contra 89 de Lula, enquanto na Guiné-Bissau ocorreu um inédito empate com exatamente 17 votos concedidos para cada um.

Segundo as normas do Tribunal Superior Eleitoral, uma seção internacional só existe se tiver pelo menos 30 eleitores aptos, o que explica a ausência de votação em certos países.

O resultado consolidado oficial da votação no exterior será divulgado pelo TSE após as 17 horas, respeitando o encerramento das urnas em todo o território nacional brasileiro.

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