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Montadora chinesa BYD planeja produzir 600 mil veículos no Brasil até 2030 e mira liderança de mercado superando marcas tradicionais

A expansão agressiva da BYD no Brasil visa alcançar a liderança de mercado até 2030, superando marcas tradicionais como Volkswagen e Chevrolet com alta capacidade produtiva e novos…

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  • A expansão agressiva da BYD no Brasil visa alcançar a liderança de mercado até 2030, superando marcas tradicionais como Volkswagen e Chevrolet…
  • A fabricante chinesa de carros elétricos BYD deu início aos pedidos de licenças para dobrar para 600.000 veículos a capacidade anual de…
  • A informação foi revelada em entrevista à Reuters pelo principal executivo da companhia no país, Alexandre Baldy.
Montadora chinesa BYD planeja produzir 600 mil veículos no Brasil até 2030 e mira liderança de mercado superando marcas tradicionais

A expansão agressiva da BYD no Brasil visa alcançar a liderança de mercado até 2030, superando marcas tradicionais como Volkswagen e Chevrolet com alta capacidade produtiva e novos investimentos bilionários.

A fabricante chinesa de carros elétricos BYD deu início aos pedidos de licenças para dobrar para 600.000 veículos a capacidade anual de produção de sua fábrica brasileira. A informação foi revelada em entrevista à Reuters pelo principal executivo da companhia no país, Alexandre Baldy.

Com um investimento que já ultrapassou R$ 5,5 bilhões na unidade situada em Camaçari, na Bahia, a montadora busca consolidar sua presença local e acelerar suas operações para atender a uma demanda que cresce de forma acelerada em todo o território nacional.

Conforme informação divulgada pela agência Reuters, a estratégia da empresa envolve a nacionalização de componentes e a ampliação expressiva do volume de fabricação para alcançar metas ambiciosas no setor automotivo sul-americano.

Nacionalização de peças e metas para 2027

A marca prometeu nacionalizar, até 2027, mais de 50% da produção de peças, incluindo processos de estamparia, pintura e soldagem de componentes dos veículos. A unidade da BYD no Brasil deve iniciar 2027 com mais do que o mínimo exigido de nacionalização.

Isso permitirá à empresa atender às exigências regulatórias e iniciar as exportações regionais, afirmou em entrevista o vice-presidente sênior Alexandre Baldy. A empresa enfrentou reclamações de grupos da indústria local por depender muito de importações e de tarifas temporariamente baixas.

O executivo reforçou que a equipe trabalha para inaugurar 2027 já ultrapassando essa posição e tendo essas etapas em operação para serem considerados um fabricante local, consolidando o compromisso com a economia nacional e com a geração de empregos na região.

Demanda supera a capacidade atual de produção

A BYD tem como meta se tornar a maior montadora do Brasil em volume de vendas até 2030, mas a demanda já supera sua capacidade atual de produção, disse Baldy. Os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores mostram um mercado altamente competitivo liderado por marcas tradicionais.

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Apesar de estar acelerando suas operações e planejar atingir uma produção mensal de 25.000 veículos até o fim de 2026, a BYD prevê que a demanda continuará superando a oferta de automóveis e comerciais leves no mercado interno.

Segundo o executivo, a demanda tem ficado em uma média de cerca de 30.000 carros por mês, o que significa que a empresa está deixando de faturar cerca de 5.000 a 6.000 vendas adicionais por falta de maior capacidade produtiva imediata.

Crescimento de vendas e novos mercados regionais

As vendas faturadas da unidade brasileira atingirão nesta semana a marca de 200.000 carros no acumulado de 2026, afirmou Baldy. Em setembro, a empresa teve 22.209 veículos emplacados no Brasil, o equivalente a uma fatia de 8,5% do mercado, segundo dados da companhia.

A BYD já é líder de mercado no Uruguai e ocupa posições de destaque em vendas na Colômbia e na Argentina, disse o executivo. A montadora no Brasil também recebeu pedidos de 50.000 unidades do México e outras 50.000 da Argentina.

A empresa estará apta a atendê-los a partir do ano que vem graças ao aumento do índice de componentes locais. A fábrica inaugurada em Camaçari em outubro de 2025 emprega atualmente cerca de 9.000 pessoas e espera ampliar esse número para cerca de 10.000 até o fim deste ano.

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