Mãe de todas as bombas pode ser acionada pelos Estados Unidos para atingir alvos nucleares e estruturas de energia no Irã
O governo dos Estados Unidos colocou em seu radar militar a utilização da poderosa GBU-43/B, apelidada de mãe de todas as bombas, em eventuais novas investidas bélicas contra alvos estratégicos no território do Irã.
A arma colossal possui capacidade técnica para destruir estruturas subterrâneas vitais, incluindo refinarias de energia e instalações nucleares iranianas, por meio de um impacto devastador sem precedentes convencionais.
A decisão final de autorizar a ofensiva depende diretamente de uma ordem do presidente Donald Trump, conforme informações divulgadas pela imprensa americana e pela CNN Internacional.
O que é a GBU-43/B e como funciona a arma gigante
A mãe de todas as bombas recebe a identificação técnica de MOAB, sigla em inglês para Explosão Aérea de Munição de Grande Porte, sendo considerada a munição convencional mais poderosa do arsenal militar dos EUA.
O artefato impressiona pelo tamanho, pesando cerca de 9,8 toneladas e medindo quase nove metros de comprimento. A sua carga explosiva total equivale a aproximadamente 11 toneladas de dinamite TNT.
Segundo especialistas militares, o poder destrutivo da GBU-43/B só fica atrás das armas nucleares, embora seja expressivamente menos potente do que as bombas atômicas detonadas em Hiroshima e Nagasaki no ano de 1945.
Origem e histórico de uso do armamento em combate
Projetada pelo engenheiro Albert L. Weimorts Jr., do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea americana, a munição foi criada para neutralizar alvos em uma área extensa por meio de uma fortíssima onda de choque.
A MOAB foi submetida a testes pela primeira vez em março de 2003, no estado da Flórida. O artefato é guiado por GPS e lançado a partir de aviões de transporte de grande porte, como o MC-130, auxiliado por um paraquedas.
Em combate real, a GBU-43/B foi utilizada apenas uma única vez na história. O lançamento aconteceu em abril de 2017, durante uma operação militar dos Estados Unidos contra integrantes do Estado Islâmico no Afeganistão.
Cenário diplomático e suspensão temporária dos ataques
Apesar dos preparativos técnicos, os Estados Unidos optaram por suspender os ataques diretos contra alvos no Irã até a realização das eleições de meio de mandato, agendadas para o dia 3 de novembro.
Sobre a pausa estratégica nas operações, Donald Trump afirmou: “Quero deixar claro para todos que, embora o Irã esteja em péssimas condições, tanto econômica quanto militarmente, e embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, (…) não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato que serão realizadas nos Estados Unidos.”
Logo após a manifestação do presidente, o Tesouro dos Estados Unidos formalizou um novo pacote de sanções econômicas contra dezenas de indivíduos, entidades comerciais e embarcações ligadas ao regime iraniano.
Mesmo com declarações recentes de que conversas produtivas estariam acontecendo entre Washington e Teerã, analistas internacionais ressaltam que inexiste qualquer acordo formal de trégua em vigor entre os dois países.
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