Entenda como funciona a GBU-43/B, a poderosa arma que os Estados Unidos planejam utilizar em novos ataques contra o Irã
Os Estados Unidos planejam usar a GBU-43/B, conhecida popularmente como mãe de todas as bombas, em eventuais novos ataques contra o Irã, conforme divulgado pela imprensa internacional recentemente.
A mãe de todas as bombas pode ser acionada para destruir instalações nucleares e a infraestrutura energética iraniana, dependendo diretamente de uma ordem presidencial.
Abaixo, você vai entender todos os detalhes sobre a GBU-43/B, seu peso impressionante, seu poder destrutivo e o atual cenário político envolvendo os ataques planejados, conforme informação divulgada pela CNN Internacional.
O poder destrutivo da GBU-43/B
A GBU-43/B é uma das armas convencionais mais poderosas de todo o arsenal americano, ficando atrás apenas das bombas nucleares em termos de capacidade de destruição.
A arma recebeu a sigla MOAB, que significa Massive Ordnance Air Blast, traduzida como Explosão Aérea de Munição de Grande Porte, associada ao seu impacto avassalador.
O armamento pesa cerca de 9,8 toneladas e tem aproximadamente nove metros de comprimento, sendo guiado por GPS para garantir precisão cirúrgica nos alvos.
Sua carga explosiva equivale a cerca de 11 toneladas de TNT, gerando uma intensa onda de choque projetada para atingir instalações em uma área extremamente extensa.
Histórico de testes e uso em combate
A poderosa MOAB foi testada pela primeira vez em março de 2003, na Flórida, desenvolvida por Albert L. Weimorts Jr., do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos Estados Unidos.
A bomba foi projetada para ser lançada de aeronaves militares de transporte, como o MC-130, utilizando o auxílio de um paraquedas para a estabilização durante a queda.
A arma já foi utilizada em combate real pelas forças americanas, sendo lançada pela primeira vez em abril de 2017 contra o grupo terrorista Estado Islâmico no Afeganistão.
O cenário político e a suspensão temporária dos ataques
Os Estados Unidos decidiram suspender os ataques contra alvos iranianos até o final das eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, marcadas para 3 de novembro.
Em uma publicação oficial feita no começo de outubro, Donald Trump descartou novos ataques e afirmou que os dois países estavam tendo discussões produtivas.
O presidente americano declarou que, embora o Irã esteja em péssimas condições econômicas e militares, os ataques não ocorrerão antes das eleições de meio de mandato.
Apesar da suspensão momentânea dos bombardeios, o Tesouro dos Estados Unidos anunciou novas sanções severas contra dezenas de pessoas, entidades e embarcações iranianas.
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