O Itaú Unibanco fechou um acordo estratégico para adquirir 35 por cento da Prisma Capital, gestora de ativos alternativos que administra cerca de R$ 28 bilhões no mercado brasileiro.
O mercado financeiro brasileiro acaba de registrar uma movimentação de grande peso com a entrada do Itaú Unibanco no capital da Prisma Capital. Conforme informação divulgada pelas fontes do mercado, a operação foi estruturada de forma primária com a aquisição de ações preferenciais da gestora.
A transação reforça a aposta do banco em soluções de crédito e investimentos alternativos. O movimento estratégico lembra o modelo adotado décadas atrás com a Kinea, mostrando o foco da instituição em fortalecer parcerias de longo prazo.
Conforme informação divulgada pelo conteúdo original da notícia, a conclusão de todo o processo ainda depende do cumprimento de exigências regulatórias, incluindo o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e do Banco Central do Brasil.
Independência na gestão e foco em novos negócios
Apesar da chegada do novo sócio, a Prisma Capital vai manter total independência em suas decisões de gestão. A instituição compradora não terá assento no conselho de administração e nem participação direta no comitê de investimentos da asset.
Segundo João Mendes, um dos sócios da Prisma Capital, não existe qualquer previsão de aumento na fatia societária detida pelo banco. A visão predominante entre os executivos é de complementariedade e de geração mútua de valor nos negócios.
A aproximação entre as empresas ganhou força no ano passado, quando o banco adquiriu a Avita, que é uma corretora de seguros-garantia judiciais criada pela própria Prisma. O sucesso dessa primeira transação facilitou o diálogo atual.
Investimentos em plataformas próprias de originação
Com a injeção de capital proporcionada pelo acordo, a gestora pretende avançar no desenvolvimento de suas próprias plataformas de originação de ativos. O objetivo é manter o controle rigoroso sobre a qualidade de tudo o que entra nas carteiras.
Conforme afirmou João Mendes, a intenção é garantir que uma parte relevante dos fundos seja composta por originação controlada internamente. Isso abrange desde a subscrição até a definição clara da elegibilidade dos ativos financeiros.
A Prisma Capital está atualmente em seu terceiro fundo, cuja captação de R$ 1,8 bilhão foi iniciada em janeiro. Metade desse montante já está devidamente comprometida com novas aplicações e projetos estruturados no mercado nacional.
Trajetória e reconhecimento no setor de alternativos
Fundada em 2017 por João Mendes, Marcelo Hallack e Lucas Canhoto, a gestora possui uma trajetória marcante. A empresa já investiu mais de R$ 14 bilhões distribuídos em 120 transações distintas ao longo dos anos.
A atuação da asset é amplamente reconhecida pelas estratégias em capital solutions. Isso inclui áreas complexas como crédito estruturado, private equity, ativos imobiliários, recuperação judicial e financiamento de litígios.
Segundo Carlos Constantini, que atua como diretor de gestão de riqueza e serviços do Itaú, a Prisma construiu uma das plataformas mais admiradas do país. O investimento reflete total confiança no know-how da equipe e no potencial desse mercado.
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