O mercado financeiro brasileiro acaba de registrar uma movimentação de grande peso envolvendo um dos maiores bancos do país e uma renomada gestora de recursos.
A operação estratégica promete movimentar o setor e ampliar as opções disponíveis para investidores que buscam novas alternativas de rentabilidade e diversificação.
Conforme informação divulgada pelo mercado, a transação reforça a tendência de aproximação entre grandes instituições financeiras tradicionais e casas especializadas.
Detalhes da aquisição e independência da gestora
O Itaú Unibanco selou um acordo para adquirir 35% da Prisma Capital, gestora de ativos alternativos que reúne cerca de R$ 28 bilhões sob sua alçada.
Trata-se de um investimento estratégico na asset fundada em 2017, aos moldes do que o banco fez na Kinea décadas atrás, injetando capital de forma primária.
Segundo João Mendes, um dos sócios da Prisma, não há previsão de aumento da fatia do Itaú na asset especializada em soluções de capital de crédito ou via participação acionária para empresas.
A Prisma vai manter a independência na gestão, sem participação do banco no seu comitê de investimentos ou no conselho de administração da empresa.
Visão de complementaridade e novos negócios
Segundo Carlos Constantini, diretor de gestão de riqueza e serviços do Itaú, a Prisma construiu uma das plataformas mais admiradas do país na área de alternativos.
Esse investimento reflete nossa confiança no know-how da Prisma e reforça o posicionamento do Itaú no segmento de alternativos, afirmou o executivo em nota oficial.
A Prisma é reconhecida pelas estratégias de capital solutions, incluindo crédito estruturado, private equity, ativos imobiliários e estressados, falências e recuperações judiciais.
Fundada por João Mendes, Marcelo Hallack e Lucas Canhoto, a gestora já investiu mais de R$ 14 bilhões em 120 transações ao longo de sua trajetória no mercado.
Avanço nas plataformas e aproximação histórica
Com os recursos obtidos na operação, a gestora vai avançar no desenvolvimento das próprias plataformas de originação de ativos, uma grande aposta para administrar a qualidade das carteiras.
A gente quer que parte relevante dos fundos seja composta por originação controlada pela Prisma, destacou João Mendes ao explicar o foco nos retornos previsíveis.
A aproximação com o Itaú ganhou força em 2024, quando o banco adquiriu a Avita, uma corretora de seguros-garantia judiciais criada pela Prisma, em um negócio bem-sucedido.
Agora, a conclusão da operação depende de condições usuais de mercado, incluindo a aprovação formal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e do Banco Central do Brasil.
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