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Operação Unha e Carne da Polícia Federal prende Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual, em esquema bilionário de lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro

Polícia Federal deflagra nova fase da Operação Unha e Carne e cumpre mandado de prisão contra Márcio Canella por suspeita de lavagem de dinheiro O deputado estadual eleito…

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  • Polícia Federal deflagra nova fase da Operação Unha e Carne e cumpre mandado de prisão contra Márcio Canella por suspeita de lavagem…
  • A ofensiva tem como principal objetivo desarticular uma perigosa organização criminosa suspeita de utilizar uma ampla rede de postos de combustíveis para…
  • Conforme informação divulgada pelo g1, a ação coordenada contou com autorização expressa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, resultando…
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Polícia Federal deflagra nova fase da Operação Unha e Carne e cumpre mandado de prisão contra Márcio Canella por suspeita de lavagem de dinheiro

O deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, foi preso na manhã desta quinta-feira durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal na região metropolitana do Rio de Janeiro.

A ofensiva tem como principal objetivo desarticular uma perigosa organização criminosa suspeita de utilizar uma ampla rede de postos de combustíveis para ocultar e legalizar recursos obtidos por meio de atividades ilícitas na Baixada Fluminense.

Conforme informação divulgada pelo g1, a ação coordenada contou com autorização expressa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, resultando em dezenas de mandados de busca e apreensão em várias cidades fluminenses.

Detalhes da investigação e bloqueio de bens milionários

O esquema investigado pelas autoridades policiais teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões ao longo dos últimos seis anos, segundo apontou o relatório detalhado de inteligência financeira do Coaf.

Diante da gravidade dos fatos apurados, o ministro Alexandre de Moraes determinou o sequestro de bens e valores, além da suspensão imediata das atividades econômicas de 112 empresas ligadas ao esquema.

Desse total de empresas penalizadas pela Justiça, 96 são postos de combustíveis suspeitos de funcionarem como fachada para camuflar o dinheiro da quadrilha, prejudicando a livre concorrência e o mercado regional.

Prisões de policiais civis e alvos da operação

Além de Márcio Canella, os agentes federais cumpriram outros mandados de prisão preventiva contra Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes e José Carlos Alves de Sousa Júnior.

A operação também atingiu agentes da segurança pública, resultando nas prisões do delegado da Polícia Civil Marcus Vinícius Amim Fernandes e do inspetor da Polícia Civil Pablo Jukiá Felix Ferreira.

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Segundo a própria Polícia Federal, a Corregedoria da corporação acompanhou de perto o cumprimento dos mandados direcionados aos policiais investigados para garantir a lisura dos procedimentos.

Posicionamento das autoridades e desdobramentos

Em nota oficial enviada ao Poder360, a Polícia Civil informou que participou da operação em apoio logístico à PF e ressaltou que não compactua com qualquer desvio de conduta funcional.

A nota acrescenta ainda que a instituição adota de forma rigorosa as medidas administrativas e disciplinares cabíveis diante de indícios de irregularidades, mantendo atuação integrada com as demais forças de segurança.

Os suspeitos agora podem responder criminalmente por organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.

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