Coordenador da Secom compartilha e estimula boato sobre Nossa Senhora Aparecida
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Coordenador da Secom compartilha e estimula boato sobre Nossa Senhora Aparecida

George Marques repostou mensagem que pedia difusão de uma notícia falsa que ligava Flávio Bolsonaro a um suposto projeto para retirar o título de padroeira do Brasil; publicação foi apagada e plataformas foram instruídas a remover o conteúdo

Redação Portal Web Dicas • • 2 min de leitura • Brasil

O coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, George Marques, compartilhou na tarde de 25 de setembro de 2026 uma publicação que incentivava a circulação de uma notícia falsa segundo a qual o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, apoiaria um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O repost foi apagado horas depois.

Na mesma data, o vice‑presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro André Mendonça, determinou a remoção de postagens nas plataformas X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube que atribuíssem essa intenção a Flávio Bolsonaro ou a integrantes de sua família, classificando a alegação como notoriamente inverídica. A ordem alcançou conteúdos em diferentes formatos (texto, imagem, áudio, vídeo e memes).

O tuíte inicialmente reproduzido por Marques pedia expressamente que o boato fosse mantido em circulação e chegasse a regiões do Norte e do Nordeste, argumentando que “continuem compartilhando que nossa senhora foi atacada”. Marques disse posteriormente que seu perfil no X é pessoal e que, se houve compartilhamento, teria sido involuntário; afirmou também que não endossa aquela declaração. A Secom emitiu nota afirmando que manifestações em perfis pessoais não representam a posição institucional e reafirmou observância à legislação eleitoral.

O episódio resgatou um projeto de lei apresentado em 12 de dezembro de 2007 (PL 2.623/2007) pelo então deputado Victório Galli, que propunha alterar a redação da lei que instituiu o feriado de 12 de outubro e a referência a Nossa Senhora Aparecida. A proposta foi rejeitada pela Comissão de Educação e Cultura em julho de 2008 e arquivada em 22 de agosto de 2008. Não há ligação entre aquela iniciativa de 2007 e Flávio Bolsonaro.

A circulação da desinformação ganhou grande alcance: levantamento apresentado pela defesa do senador identificou 2.086 publicações de 1.674 contas, com mais de 21 milhões de visualizações, cerca de 1,49 milhão de curtidas e 312 mil compartilhamentos. A repercussão levou veículos e figuras públicas a se manifestarem sobre o caso, e a primeira-dama publicou imagem com a imagem de Nossa Senhora Aparecida em reação ao boato.

O caso também motivou correções em emissoras que haviam tratado a informação como verdadeira antes de checagens posteriores. Autoridades eleitorais vêm atuando para retirar do ar conteúdos que possam afetar a disputa eleitoral por meio da disseminação de informações falsas.

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