Ex-freira Kumiko Kosaka é condenada a 20 anos por abuso de crianças surdas no Instituto Próvolo (Mendoza)
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Ex-freira Kumiko Kosaka é condenada a 20 anos por abuso de crianças surdas no Instituto Próvolo (Mendoza)

Tribunal de Mendoza aplicou pena em 24 de setembro de 2026; condenação reverte absolvição anterior e ocorre após longo processo judicial envolvendo o caso Próvolo.

Redação Portal Web Dicas • • 2 min de leitura • Mundo

Em 24 de setembro de 2026, um tribunal de Mendoza condenou a ex-freira Kumiko Kosaka a 20 anos de prisão por abusos sexuais praticados contra crianças surdas que estavam sob a responsabilidade do Instituto Antônio Próvolo, em Luján de Cuyo, província de Mendoza.

O julgamento a responsabilizou por múltiplos delitos: ela foi considerada autora em alguns episódios e partícipe necessária em outros, num total de crimes que envolvem pelo menos cinco vítimas. As acusações abrangem episódios ocorridos ao longo de vários anos e descrevem mecanismos de coerção aos alunos internos para que não denunciassem os abusos.

O caso faz parte do escândalo conhecido como Próvolo, que expôs uma rede de abusos no internato destinado a crianças e adolescentes surdos. As denúncias no processo referem-se a atos cometidos entre meados dos anos 2000 e 2016, e envolvem transferências e omissões institucionais que permitiram a continuidade dos crimes.

A condenação ocorreu depois que, em agosto de 2026, a Suprema Corte de Justiça de Mendoza reverteu uma absolvição anterior obtida por Kosaka em 2023 e determinou que o caso fosse reavaliado por outro tribunal. O Ministério Público havia solicitado pena de 22 anos. Após a sentença, Kosaka permanece em liberdade enquanto os recursos seguem em tramitação, mas teve proibido deixar a Argentina e a província de Mendoza e foi obrigada a estabelecer domicílio fixo na região.

O processo do Próvolo já havia levado, em julgamentos anteriores, à condenação de religiosos e funcionários. Entre os condenados estão os padres Horacio Corbacho e Nicola Corradi, sentenciados em 2019 a penas de 45 anos e 42 anos e seis meses, respectivamente; Corradi morreu em 2021 enquanto cumpria medidas relacionadas à condenação. Outros funcionários, como jardineiros e ex-alunos que atuaram como auxiliares, também receberam penas.

Representantes das vítimas e familiares reagiram à sentença como um passo de reparação depois de mais de uma década de litígios. O caso Próvolo continua sendo apontado como um dos maiores escândalos de abuso sexual infantil e de encobrimento envolvendo instituições religiosas no país.

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