14 de setembro de 2026 — Os preços do petróleo avançaram quase 3% nesta segunda-feira (14), em reação a ataques recentes contra instalações na Arábia Saudita e a um incidente com uma embarcação no Estreito de Hormuz, que aumentaram as preocupações com a oferta global.
Os contratos futuros do Brent subiram US$ 2,93 (2,8%), para US$ 107,54 por barril, enquanto o WTI avançou US$ 2,88 (2,9%), atingindo US$ 102,93 por barril. Esses ganhos refletem o receio dos mercados diante de interrupções nas rotas de exportação.
Autoridades sauditas anunciaram o fechamento temporário do oleoduto Leste‑Oeste, após um ataque com drones. O duto é usado para desviar cargas e contornar o Estreito de Hormuz; sua paralisação foi avaliada como capaz de ameaçar até 4% do abastecimento global de petróleo.
Com o oleoduto fora de operação, o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, dispõe de estoques suficientes para manter as exportações por cerca de cinco a sete dias, segundo informações divulgadas pelas autoridades.
Em paralelo, a agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que uma embarcação foi atingida por um projétil no Estreito de Hormuz, provocando incêndio e fazendo com que a tripulação abandonasse o navio. O Irã relatou que, em outro incidente na costa do país, um navio comercial iraniano sofreu um ataque que deixou uma pessoa morta e quatro tripulantes feridos.
A mídia estatal saudita publicou vídeo mostrando danos a residências e a uma mesquita na província de Jazan, atribuindo os estragos a um ataque dos houthis, que também disseram ter atingido uma base militar em província vizinha. Na última sexta-feira, forças houthis desembarcaram na ilha de Perim para expandir seu controle sobre o estreito de Bab el‑Mandeb, outra rota estratégica por onde, nos últimos meses, passou entre 4% e 5% do abastecimento global de petróleo.
O mercado já vinha pressionado: na semana anterior o petróleo subiu 8% devido a interrupções nas exportações e ultrapassou US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho.
Em meio aos incidentes, o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, informou que a reunião entre países do Golfo e o Irã, marcada para segunda‑feira em Omã para tratar do Estreito de Hormuz, foi adiada.
Relatos indicam que não houve negociações de paz desde o fracasso de um acordo provisório em junho; a cobertura também mencionou que o conflito em questão se arrasta há meses, envolvendo atores regionais e internacionais, elevando incertezas sobre a estabilidade das rotas de transporte de energia.
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