O presidente chinês Xi Jinping concluiu sua visita de Estado aos Estados Unidos após uma série de encontros formais com o presidente Donald Trump em Washington. A agenda incluiu recepções oficiais, um jantar na Casa Branca, demonstrações militares e uma cerimônia do chá realizada nesta sexta-feira (25).
Xi chegou à capital americana na quarta-feira (23) e foi recebido por Trump. Na quinta-feira (24), os dois participaram de cerimônias oficiais na Casa Branca, falaram diante de autoridades e fizeram reuniões bilaterais para tratar de temas econômicos, tecnológicos e de segurança.
No discurso na Casa Branca, Xi afirmou que Beijing e Washington devem evitar o confronto e promover uma competição saudável entre os países. Entre as declarações, disse que China e Estados Unidos podem “coexistir em paz” e que a concorrência “deve ser uma corrida para alcançar o outro, e não uma luta em que um vai vencer ou perder”.
O líder chinês também pediu tratamento justo para empresas chinesas que atuam no mercado americano e defendeu a ampliação da cooperação em áreas de interesse comum. Em contrapartida, Trump afirmou que a visita foi produtiva e destacou temas como segurança, tecnologia e inteligência artificial como prioridades a serem discutidas.
Ao longo do encontro foram apontados assuntos em negociação, como terras raras, tarifas, setor agrícola e regras para inteligência artificial — pautas que têm potencial de impacto na cadeia global de suprimentos e em economias como a do Brasil.
As atividades públicas foram marcadas por momentos de protocolo e também por cenas que repercutiram nas redes sociais: imagens de Trump fazendo uma expressão facial durante a recepção viralizaram, e o presidente americano conduziu Xi para conhecer o helicóptero presidencial.
Como parte das homenagens, houve um desfile militar diante da Casa Branca, encerrado com o sobrevoo do bombardeiro B-2 Spirit e de outras aeronaves da Força Aérea dos EUA. A demonstração não foi acompanhada pela imprensa local, segundo a programação oficial, mas foi transmitida pela Casa Branca.
Na noite de quinta-feira Trump e Xi se encontraram novamente para um jantar oficial. Na sexta-feira (25), os presidentes participaram de uma cerimônia do chá; durante o encontro, Xi convidou Trump e a primeira-dama Melania para visitar a China. Ao encerrar a visita, Trump classificou as conversas como “produtivas” e Xi declarou ver a chance de um “relacionamento brilhante” entre as duas nações.
Além dos presidentes, as primeiras-damas, Peng Liyuan e Melania Trump, fizeram atividades conjuntas, entre elas visita ao Smithsonian para ver acervos de pinturas e louças chinesas. Autoridades do governo americano presentes aos eventos incluíram o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio.
Do lado de fora, manifestantes se reuniram em frente à Casa Branca para protestar contra a visita de Xi, refletindo preocupações públicas e setoriais sobre direitos humanos, segurança e políticas comerciais.
Analistas destacam que a série de reuniões e cerimônias reforça a importância do diálogo institucional entre Washington e Beijing, mesmo diante de divergências. A agenda aberta nesta visita — especialmente sobre comércio, tecnologia e governança da inteligência artificial — poderá influenciar decisões sobre tarifas, fornecimento de matérias-primas críticas e regras para empresas nos próximos meses.
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