A atriz Rita Guedes, 54, afirmou em vídeo publicado em 22 de setembro de 2026 que sofreu intercorrências graves após uma blefaroplastia feita em fevereiro, entre elas ceratite, quemose e alteração no músculo levantador da pálpebra, e que chegou a correr risco de perder a visão do olho direito.
Rita relatou que a operação durou cerca de seis horas — quando o procedimento normalmente leva entre uma hora e meia e duas horas — e que precisou ser hospitalizada no pós‑operatório. A atriz disse ainda que, até o momento, o olho direito permanece com a abertura reduzida, aproximadamente 60% do habitual.
Entre as intercorrências apontadas pela atriz estão ceratite (inflamação da córnea), quemose (edema da conjuntiva) e uma lesão no músculo responsável por elevar a pálpebra, quadro que ela atribui a erro durante a cirurgia. Rita também relatou ter sido informada, dias depois, de que houve uma queimadura durante o procedimento.
A blefaroplastia é a cirurgia para remover ou redistribuir excesso de pele, músculo e bolsas de gordura das pálpebras; pode ser feita nas pálpebras superiores, inferiores ou em ambas. Especialistas indicam que o procedimento seja realizado por cirurgião plástico ou por oftalmologista com formação em cirurgia oculopalpebral, dado o risco potencial para estruturas oculares e a proximidade com músculos e córnea.
Complicações como ressecamento ocular, úlcera de córnea e até perfuração podem ocorrer quando o olho fica exposto por dificuldade de fechamento da pálpebra — situação que pode resultar de retirada excessiva de pele ou de lesão muscular. Em casos de lesão térmica, provocada por instrumentos de cautério, há risco de cicatriz na córnea e perda de acuidade visual. Hematoma retrobulbar, que causa compressão do nervo óptico, é outro cenário grave e exige atendimento imediato para reduzir a pressão e preservar a visão.
A atriz afirmou que não foi operada por um especialista em cirurgia ocular, e relatos sobre procedimentos adicionais realizados durante a cirurgia incluem a realização de cantopexia — técnica para reforçar o tendão da pálpebra inferior — sem comunicação prévia, segundo seu relato. A cantopexia pode alterar a posição do canto do olho e, se houver diferença entre os lados, pode gerar assimetria que exigirá correção posterior.
Médicos ouvidos em reportagens explicam que a quemose tende a regredir em até 15 dias na maioria dos casos, mas quando persiste pode impedir o fechamento adequado da pálpebra e provocar lesões na córnea. Tratamentos incluem colírios, pomadas, medidas para manter a lubrificação ocular e, em situações severas, enxertos de pele para restaurar a proteção da superfície ocular; a prioridade é recuperar função e proteger a visão antes de pensar em resultado estético.
Rita tem aparecido publicamente usando óculos escuros desde as intercorrências e comentou o caso em redes sociais; ela participa atualmente do quadro de entretenimento Dança dos Famosos. Desde o relato inicial, veículos de imprensa têm publicado informações sobre o episódio e as complicações associadas ao pós‑operatório.
Pacientes que consideram blefaroplastia são orientados a checar a formação e a especialização do cirurgião, esclarecer todos os procedimentos que serão realizados e buscar acompanhamento oftalmológico quando houver risco para a superfície ocular. Sinais de alerta que exigem atendimento urgente incluem dor intensa, perda súbita de visão, olho muito projetado para frente, visão turva e secreção purulenta.
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