Presidente da Câmara dos EUA diz que vai tentar aprovar plano de Trump de pagar US$ 5 mil a cada adulto
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Presidente da Câmara dos EUA diz que vai tentar aprovar plano de Trump de pagar US$ 5 mil a cada adulto

Mike Johnson afirma que proposta conhecida como 'Dividendo Trump' precisará passar pelo Congresso; custo estimado superior a US$ 1 trilhão gera preocupações fiscais e inflacionárias

Redação Portal Web Dicas 3 min de leitura Mundo

O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, declarou neste domingo, 13 de setembro de 2026, que buscará viabilizar no Congresso a proposta do presidente Donald Trump de pagar US$ 5.000 a cada cidadão adulto caso os republicanos mantenham o controle da Câmara e do Senado após as eleições de meio de mandato em novembro.

Trump havia apresentado a medida na convenção do partido em Dallas na semana anterior e apelidado a iniciativa de “Dividendo Trump”. Johnson, contudo, ressaltou que a distribuição de recursos dependeria de aprovação legislativa.

“Eu presumiria que, sim, ele precisaria que o Congresso agisse, e essa é uma ideia criativa”, afirmou Johnson, do estado da Louisiana.

O presidente da Câmara acrescentou que trabalhará para que a proposta avance, apesar da maioria republicana no Congresso ser estreita. Segundo Johnson, o objetivo será buscar consenso entre os legisladores para encaminhar a pauta.

Trump, por sua vez, voltou a afirmar que cumprirá a promessa. Em declarações a jornalistas antes de embarcar no Air Force One durante passagem pela Irlanda, onde participou de um torneio profissional de golfe em seu resort, disse: “Os US$ 5 mil vão acontecer, 100%”.

Em entrevistas anteriores, Trump sugeriu que o Congresso poderia não ser necessário para implementar os pagamentos, sem, no entanto, esclarecer como o Executivo desembolsaria mais de US$ 1 trilhão em transferências diretas sem autorização legislativa.

Contexto fiscal e econômico:

  • Especialistas e autoridades orçamentárias destacam que pagamentos dessa escala normalmente exigem autorização do Congresso por meio de dotação e legislação específica.
  • A proposta tem custo potencial superior a US$ 1 trilhão, o que acrescentaria pressão ao déficit orçamentário anual dos EUA, atualmente da ordem de quase US$ 1,8 trilhão.
  • Analistas alertam para riscos de ampliação da inflação em um período em que a economia dos EUA ainda enfrenta inflação persistente e taxas de juros elevadas.
  • Outros fatores que preocupam consumidores e economistas incluem alta nos preços dos combustíveis atribuída, em parte, ao conflito com o Irã, e a dificuldade dos salários de acompanharem a inflação, afetando a confiança do consumidor.

Em apoio político, Johnson elogiou a iniciativa de Trump como parte de uma agenda ampla do presidente. “Ele é o presidente das grandes ideias. Vamos tentar implementar tudo o que pudermos”, afirmou, prometendo empenho do Congresso para procurar acordo entre as bancadas.

Pesquisas recentes indicam que a aprovação do presidente permanece baixa: uma sondagem de julho mostrou que cerca de um terço da população aprova a forma como Trump conduz a Presidência — porcentual que, segundo os levantamentos citados pelos institutos naquele período, vinha caindo desde a posse.

Com a corrida eleitoral e as restrições orçamentárias em evidência, a proposta de pagamento direto se coloca como um elemento central da campanha republicana para os midterms, ao mesmo tempo em que abre um debate sobre prioridade fiscal e os mecanismos legais necessários para realizar desembolsos dessa magnitude.

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