Polícia Federal investiga fraude em concurso público da UFRJ com mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro
A Polícia Federal iniciou nesta quarta-feira a chamada Operação Gabarito, com o objetivo de apurar possíveis fraudes em um importante concurso público da UFRJ para o provimento de cargos de técnico administrativo, conforme informação divulgada pela Polícia Federal.
A realização das provas ocorreu no início de março, mobilizando milhares de candidatos em busca de uma oportunidade no serviço público, mas um padrão incomum de respostas chamou imediatamente a atenção das autoridades competentes.
Para entender a gravidade da situação atual, os leitores acompanharão a seguir os detalhes sobre a investigação policial, a atuação da empresa organizadora do certame e os bairros alvos dos mandados judiciais.
Investigação começou após alerta da banca organizadora
Conforme informou a Polícia Federal, a investigação policial teve início após o recebimento de uma notícia crime enviada pela empresa organizadora do concurso público, que apontou a presença de um padrão de respostas suspeito entre as provas de diversos candidatos.
O concurso público da UFRJ foi organizado pelo Instituto Nacional de Seleção e Concursos, conhecido como Instituto Selecon, com a finalidade de preencher duzentas e quarenta e três vagas para diferentes níveis de escolaridade.
As provas aconteceram em dois domingos do mês de março, sendo no dia primeiro para o nível superior e no dia oito para o nível médio e técnico, mobilizando uma grande estrutura logística na capital fluminense.
Mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal
Durante a deflagração da Operação Gabarito, os agentes policiais saíram para cumprir treze mandados de busca e apreensão expedidos pela segunda Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, visando reunir novas provas materiais.
As ordens judiciais estão sendo cumpridas em bairros da zona oeste da capital, especificamente nas regiões de Realengo, Bangu e Taquara, locais onde residem alguns dos principais investigados pelo esquema criminoso.
A corporação destacou que os alvos das ordens judiciais são suspeitos de participar de um esquema coletivo para fraudar os resultados do certame e beneficiar de maneira ilícita determinados participantes inscritos.
Possíveis crimes e penalidades para os investigados
A atuação coordenada das autoridades busca desarticular qualquer rede de facilitação indevida, reforçando a lisura necessária que deve existir em qualquer processo seletivo voltado para a administração pública federal.
Os investigados no caso poderão responder judicialmente pelo crime de fraude em certame de interesse público, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser revelados no decorrer das apurações policiais.
A Polícia Federal continuará analisando o material apreendido nos endereços vasculhados para identificar todos os envolvidos na tentativa de burlar o concurso da UFRJ e garantir a punição cabível na forma da lei.
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