Ministério Público de São Paulo pede a prisão preventiva do vice-presidente do Corinthians por suposta ameaça a testemunhas e coação em processo judicial em andamento
O Ministério Público de São Paulo apresentou um pedido de prisão preventiva contra Armando Mendonça, que atua como vice-presidente do Corinthians, sob a acusação de que a demissão de uma testemunha importante pode prejudicar o andamento das investigações sobre irregularidades no clube.
A solicitação foi protocolada na 25ª Vara Criminal da capital paulista e envolve diretamente o processo que apura suspeitas de crimes como apropriação indébita e furto qualificado, relacionados a materiais esportivos fornecidos pela empresa Nike, conforme informação divulgada pelo portal UOL.
Abaixo, entenda os detalhes sobre o pedido de prisão, os argumentos apresentados pela promotoria e a forte reação da defesa do dirigente alvinegro diante da nova movimentação jurídica no caso que agita os bastidores do clube.
O contexto da demissão e o temor de coação a testemunhas
A preocupação do Ministério Público aumentou após a saída de Marcelo Munhoes da diretoria de Tecnologia da Informação do Corinthians. Ele havia produzido dados técnicos essenciais para a investigação e era considerado uma testemunha fundamental para a audiência marcada para o próximo dia 10 de novembro.
Segundo a promotoria, a dispensa de funcionários que prestarão depoimento pode ser interpretada internamente como uma punição. Para o órgão, isso gera um clima de intimidação que compromete a liberdade de outras testemunhas convocadas a depor contra integrantes da atual administração.
A defesa de Armando Mendonça rebate acusações
Em nota oficial enviada à imprensa, a defesa de Armando Mendonça classificou o pedido como uma manifestação notoriamente abusiva. Os advogados argumentam que o Ministério Público utilizou um conflito político interno para tentar obter medidas cautelares que já haviam sido negadas pela Justiça anteriormente.
A defesa destacou ainda que a nomeação e a dispensa de diretores são prerrogativas exclusivas da Presidência do clube. Os representantes legais enfatizaram que não existem provas concretas de que o vice-presidente tenha participado ou ordenado o desligamento do ex-diretor de TI.
Questionamentos sobre a atuação do promotor e próximos passos
Os advogados do dirigente corinthiano também questionaram a conduta do promotor responsável pelo caso, apontando um suposto canal direto de comunicação com a testemunha dispensada. A defesa informou que pretende levar o caso aos órgãos correcionais para fiscalizar a atuação dos membros do Ministério Público.
Enquanto o novo pedido de prisão preventiva e as alternativas cautelares ainda serão analisados pela Justiça paulista, o processo segue movimentando os bastidores políticos e jurídicos do Corinthians, mantendo o dirigente como réu nas investigações conduzidas pelo estado.
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