A Polícia Federal informou que mensagens apreendidas na investigação apontam que integrantes do grupo ligado a Vorcaro manifestaram descontentamento com a saída de Toffoli da relatoria do processo conhecido como “Master”.
Dados da apuração mostram referências internas ao episódio, com registros atribuídos a membros identificados como “A Turma” de Vorcaro que comentaram a mudança na relatoria.
Além das trocas de mensagens, a PF informou ter solicitado, há seis meses, autorização a Mendonça para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificasse a autoridade que teria recebido recursos provenientes de Vorcaro. O pedido visava esclarecer destinatários e fluxos financeiros relacionados ao caso.
Em outra frente da investigação, a Polícia Federal levantou a suspeita de que Toffoli poderia ser beneficiário de valores de Vorcaro depositados em paraíso fiscal. A hipótese constou entre os elementos examinados pela equipe policial como parte da apuração sobre a origem e destino dos recursos.
As diligências incluem análise de mensagens, relatórios financeiros e pedidos formais de cooperação, conforme prática comum em investigações que envolvem movimentações internacionais e apurações sobre eventuais destinatários de repasses.
As autoridades seguem com a coleta de provas e com pedidos de autorização às instâncias competentes para aprofundar as checagens sobre vínculos financeiros e comunicações internas do grupo investigado.
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