James Copenhaver, de 76 anos, uma das três pessoas atingidas por tiros durante a tentativa de assassinato contra Donald Trump em 2024, morreu na quarta-feira (23) no hospital West Penn, da Allegheny Health Network, em Pittsburgh, informou o médico legista do Condado de Allegheny, conforme divulgado pela imprensa local.
Na ocasião do ataque, realizado em Butler, na Pensilvânia, um homem de 20 anos atirou de um telhado próximo ao palco. Um dos disparos atingiu de raspão a orelha direita de Trump. Copenhaver, que estava na arquibancada, foi ferido no braço e no abdômen.
Os ferimentos sofridos por Copenhaver exigiram múltiplas intervenções cirúrgicas — incluindo transecção do cólon — e provocaram danos renais, perda de sensibilidade na perna e outras sequelas que o fizeram andar com o auxílio de uma bengala. Outras duas pessoas foram atingidas no ataque: David Dutch sobreviveu; Corey Comperatore, que tentou proteger familiares durante os disparos, acabou morrendo.
Em nota divulgada em nome da família, o advogado Joseph Feldman informou que Copenhaver morreu cercado por parentes. O comunicado não indicou se a morte foi diretamente atribuível aos ferimentos recebidos no comício.
Processo contra o governo
Em junho, James e sua esposa, Marianne Copenhaver, apresentaram uma ação contra o governo federal, acusando o Serviço Secreto e o Departamento de Segurança Interna (DHS) de terem “falhado completamente” na prestação de segurança no evento. No processo, a família descreveu as lesões sofridas por Copenhaver como “debilitantes, graves, permanentes e capazes de mudar a vida”.
O documento judicial detalhou as várias cirurgias a que ele foi submetido e as complicações subsequentes, citando lesões abdominais e renais, além das limitações físicas permanentes.
Reações
Em mensagem publicada em suas redes sociais, Donald Trump lamentou a morte de Copenhaver e o chamou de “um verdadeiro patriota americano”. Em outro trecho da publicação, elogiou a coragem do homem: “Jim demonstrou enorme bravura, continuando corajosamente a LUTAR, LUTAR, LUTAR e mantendo um espírito positivo, apesar de adversidades inimagináveis.”
No comunicado da família, Copenhaver foi descrito como marido, pai e avô dedicado, veterano das Forças Armadas e alguém que transmitiu aos filhos valores como trabalho árduo, integridade e serviço ao próximo.
O caso permanece relevante tanto para as investigações sobre o ataque de 2024 quanto para o processo civil em curso, que questiona a atuação das agências federais responsáveis pela proteção de autoridades e candidatos em eventos públicos.
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