Ex-goleiro Jakson Follmann abre o jogo sobre os dez anos da tragédia da Chapecoense e define o caso como um crime que poderia ter sido evitado
O mundo do futebol se prepara para marcar uma década de uma das maiores dores da história do esporte mundial. O voo que transportava a delegação da Chapecoense rumo a Medellín, na Colômbia, completará dez anos no próximo dia 28.
A aeronave levava o time para a disputa da primeira partida da final da CONMEBOL Sul-Americana de 2016. Conforme informação divulgada pelo programa Bola da Vez, do Disney+, apenas seis pessoas sobreviveram entre os 77 ocupantes a bordo do avião.
Um dos sobreviventes é o ex-goleiro Jakson Follmann, que participou recentemente da atração para relembrar o fatídico episódio. A seguir, veja os principais detalhes sobre as declarações marcantes do ex-atleta acerca do ocorrido.
A revolta com a falta de combustível e a definição sobre o voo 2933
Durante a entrevista, Jakson Follmann destacou que a queda da aeronave da empresa LaMia não pode ser tratada como um mero acidente. O ex-jogador perdeu parte da perna direita no impacto, o que encerrou de vez a sua trajetória profissional nos gramados.
Segundo o ex-goleiro, a tragédia aconteceu por causa de uma decisão irresponsável do comandante Miguel Quiroga, que também era um dos proprietários da companhia aérea. O avião ficou completamente sem combustíveis por ordem direta da tripulação responsável pelo voo.
Em suas próprias palavras, Jakson Follmann declarou exatamente o seguinte sobre o caso: “Um crime, né. Não foi um acidente. Poderia ter sido totalmente evitado. Fez uma vez, na cabeça dele deu certo, fez duas, fez três. Infelizmente, com a gente, custou a vida de tantas pessoas, inclusive a dele”.
A relação atual com os demais sobreviventes da tragédia
Além de Jakson Follmann, apenas outros dois atletas daquela geração histórica conseguiram sobreviver à queda. O lateral-esquerdo Alan Ruschel continua em atividade nos gramados e atualmente defende a equipe do Juventude no futebol brasileiro.
O outro atleta que escapou com vida foi o zagueiro Neto, que tentou retornar aos gramados após a recuperação, mas acabou optando por se aposentar anos depois. O ex-goleiro comentou sobre como é a convivência atual com os antigos companheiros de clube.
Conforme relatou o ex-jogador, o contato é mais frequente com Alan e Neto, enquanto com os familiares das vítimas o relacionamento ocorre com respeito profundo. Jakson destacou que o seu luto possui uma dinâmica completamente diferente por ter sobrevivido para contar a história.
A luta judicial e a lentidão nos processos de indenização
Mesmo com o acoplamento de quase uma década desde a fatídica queda, as famílias das vítimas e os sobreviventes ainda aguardam desfechos judiciais. A questão das indenizações segue travada e sem um acordo definitivo com os responsáveis legais.
Jakson Follmann explicou que o processo se arrasta na Justiça há dez anos, contando com o auxílio de um escritório internacional localizado nos Estados Unidos. Reuniões periódicas acontecem a cada quarenta dias, mas a burocracia torna tudo bastante lento.
Enquanto o tempo passa, o ex-goleiro mantém viva a memória dos amigos e reforça o enorme respeito pelas mães e esposas que enfrentaram uma barra gigantesca. A luta por justiça permanece firme, mesmo diante dos inúmeros obstáculos encontrados no caminho jurídico.
Mais sobre este assunto
Fluminense atropela o Vitória fora de casa, entra com força no G-4 do Campeonato Brasileiro e deixa o time baiano muito perto da zona do rebaixamento
Virna Jandiroba abre o jogo sobre derrota dura no UFC, supera frustração do cinturão e mira revanche contra Tatiana Suarez rumo ao topo da categoria
Johnny Walker revela inspiração em Muhammad Ali para crescer nos pesos pesados do UFC após estreia avassaladora e aceitar luta de última hora
Como tem sido o início do primeiro reforço do Manchester City pós-Guardiola e o reencontro com o Nottingham Forest com transmissão ao vivo no Disney mais
