Empresário conhecido como Rei da Sucata é capturado em shopping de luxo após investigação revelar esquema bilionário de lavagem de dinheiro para o tráfico
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu neste sábado em São Paulo o empresário Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara, conhecido popularmente como Rei da Sucata.
O suspeito estava foragido desde maio deste ano, quando se tornou alvo da Operação Contenção, que investigava a rede de financiamento do Comando Vermelho.
Conforme informação divulgada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, a captura ocorreu enquanto o investigado fazia compras em uma joalheria de luxo, conforme detalharemos a seguir.
A prisão do Rei da Sucata em São Paulo
A localização do Rei da Sucata foi possível graças ao monitoramento de seus passos após seu retorno ao Brasil no início de outubro.
O empresário gerenciava suas atividades ilícitas utilizando o setor de metais e sucatas, especialmente o cobre, para dar aparência legal a recursos obtidos de forma criminosa.
A operação que resultou na sua prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes em conjunto com órgãos de segurança mineiros e diplomáticos.
Movimentação de milhões para a cúpula do tráfico
Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rodrigo Leonardo de Lima Alcântara movimentou milhões de reais por meio de empresas do setor de metais.
O investigado teria repassado mais de R$ 4,6 milhões ao operador financeiro de Rabicó, apontado como chefe do tráfico no Complexo do Salgueiro.
A investigação aponta que a empresa Metais Pequi transferiu grandes quantias para Alex Sandro Ferreira de Araújo, conhecido como Tek e apontado como testão do criminoso.
Esquema bilionário e empresas de fachada
A Operação Contenção identificou uma estrutura interestadual de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 453 milhões ao longo das investigações.
O esquema envolvia o uso de depósitos fracionados em dinheiro, contas de passagem e transferências entre empresas sem nenhuma relação econômica compatível.
O Rei da Sucata já acumulava passagens pela polícia, tendo sido preso em 2021 por fraude em Minas Gerais e citado no Distrito Federal por simular operações milionárias.
Antecedentes e ramificações pelo país
As autoridades descobriram que o empresário utilizava uma rede complexa de empresas para emitir notas fiscais falsas e simular transações comerciais fictícias.
Em investigações anteriores, o esquema chegou a registrar a emissão de R$ 63 milhões em notas fiscais em apenas 48 horas no Distrito Federal.
Agora, após a prisão no shopping de luxo, o Rei da Sucata permanece à disposição da justiça para responder pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Mais sobre este assunto
Homem é preso em flagrante pela Guarda Municipal após manter mulher acorrentada a cama em cárcere privado na praia de Imbé, no Rio Grande do Sul
Suspeito de incendiar caminhonete de idoso pela sexta vez no Piauí tenta fugir, mas acaba preso pela Polícia Militar em Pio IX
Menino de 4 anos pede ajuda a porteiro após mãe ser assassinada pelo companheiro em São Vicente, no litoral de São Paulo
Adolescente de 15 anos atropela criança de 7 anos enquanto dirigia carro em São Tiago – MG e vídeo causa forte repercussão
