Brasileira e amiga foram detidas pela polícia egípcia em Alexandria após publicações com homens locais gerarem grande polêmica nas redes
A influenciadora Malévola Alves acabou sendo detida pelas autoridades do Egito, nesta terça-feira, acusada de cometer atos considerados de comportamento obsceno e gestos de cunho sexual em público.
Imagens gravadas pela criadora de conteúdo brasileira e por uma amiga ganharam enorme repercussão na internet, gerando forte reação negativa por parte da população local e de órgãos oficiais.
O caso gerou desdobramentos jurídicos imediatos no exterior, conforme informação divulgada oficialmente pelo Ministério do Interior do Egito a respeito da captura das duas estrangeiras.
Gravações polêmicas nas ruas de Alexandria
Nos vídeos que circularam com força nas plataformas digitais, as jovens aparecem abordando homens nas vias públicas e dentro de carros, com cenas de beijos e toques físicos com a intenção de gerar engajamento.
A influenciadora Malévola Alves e sua colega foram localizadas e interceptadas na província de Alexandria, localizada a cerca de 200 quilômetros do Cairo, após rápida investigação policial.
Declaração oficial do governo egípcio
Em comunicado emitido em árabe, as autoridades detalharam o ocorrido: “Após uma investigação sobre as circunstâncias de vídeos que circularam nas redes sociais, nos quais duas turistas (estrangeiras) aparecem adotando comportamentos obscenos e exibicionistas, fazendo gestos de cunho sexual e importunando transeuntes em vias públicas de diversas províncias, as autoridades conseguiram identificar e deter as duas mulheres em Alexandria”.
O órgão estatal ainda completou o relatório da prisão: “Ao serem interrogadas, as mulheres confessaram os atos, admitindo que gravaram as imagens e as publicaram em suas redes sociais com o objetivo de aumentar o número de visualizações. As medidas legais foram tomadas e o Ministério Público assumiu a condução da investigação.”
Apreensão de passaportes e leis de costumes
Pouco antes do anúncio formal das autoridades, a brasileira compartilhou na internet que ambas estavam retidas em uma delegacia, com passaportes confiscados e sob questionamentos sobre identidade de gênero.
A criadora é uma mulher trans, fator relevante em um território onde, apesar da legislação não proibir textualmente a transexualidade, o Estado aplica normas rígidas de moralidade pública e valores familiares para punir a comunidade LGBTQIA+.
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