Plano de demissão voluntária na Argentina busca cortar 20 mil funcionários públicos e reduzir gastos estatais
O governo da Argentina anunciou um novo plano de demissão voluntária com o objetivo de cortar 20 mil novos postos de trabalho na administração pública a partir de novembro, segundo informações divulgadas pela agência AFP.
Essa medida faz parte da política de forte redução de gastos estatais liderada pelo presidente Javier Milei, que busca continuar equilibrando as contas públicas e reduzindo impostos para a população do país sul-americano.
Para entender todos os detalhes sobre esse novo corte no funcionalismo público argentino e a reação dos sindicatos, conforme informação divulgada pela agência AFP, acompanhe os próximos tópicos desta matéria completa.
Como vai funcionar o novo plano de demissão voluntária
O programa terá duração de um mês, com início marcado para o dia 1 de novembro, prevendo pagamentos que variam conforme a idade e o tempo de serviço dos funcionários públicos envolvidos na medida.
Os servidores que decidirem aderir ao programa ficarão expressamente proibidos de retornar ao trabalho na administração pública pelo período de oito anos, conforme estabelecido no decreto governamental.
O principal objetivo da iniciativa, de acordo com o texto publicado no Diário Oficial, é promover uma adequada e eficiente alocação dos recursos públicos em meio à crise financeira enfrentada pelo país.
Impacto dos cortes de pessoal no Estado e reação sindical
Com essa nova etapa de reduções, os cortes se somarão aos mais de 77 mil postos de trabalho eliminados desde que o presidente Javier Milei assumiu o cargo executivo em dezembro de 2023.
O ministro da Desregulação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, destacou nas redes sociais que a gestão continua buscando maneiras de diminuir o gasto público para viabilizar quedas nos impostos.
Em contrapartida, a Associação de Trabalhadores do Estado, sindicato que representa os servidores públicos, classificou a medida como uma demissão extorsiva e anunciou protestos imediatos contra o governo.
O cenário econômico e o mercado de trabalho na Argentina
O funcionalismo público tem sido o principal alvo da política de corte de gastos estatais conhecida popularmente como motosserra, implementada pela atual administração argentina para conter o déficit fiscal.
Dados oficiais divulgados recentemente apontam que cerca de 21 por cento dos postos de trabalho do Estado nacional foram eliminados desde o final de 2023, representando dezenas de milhares de vagas fechadas.
Enquanto o governo argumenta que novas vagas foram abertas no setor autônomo e informal, entidades sindicais alertam que o desemprego e a informalidade continuam preocupando os trabalhadores argentinos.
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