FBI aponta Coreia do Norte como responsável por megassalto na Binance que resultou no maior roubo de criptomoedas da história
O cenário das moedas digitais sofreu um abalo histórico após uma das maiores investigações recentes sobre segurança cibernética e crimes virtuais.
As autoridades dos Estados Unidos intensificaram o cerco contra organizações criminosas internacionais especializadas em fraudes de grande escala.
Conforme informação divulgada pelo g1, o governo americano agora aponta um grupo estatal estrangeiro como o autor principal da invasão digital.
Investigação detalha o maior roubo de criptomoedas da história
O Departamento Federal de Investigações dos Estados Unidos acusou neste sábado a Coreia do Norte pelo ataque à Binance, que é a maior corretora de criptomoedas do mundo.
A ação criminosa resultou no roubo de impressionantes US$ 6,3 bilhões, o que equivale a cerca de R$ 34 bilhões em ativos digitais desviados.
Segundo o comunicado oficial emitido pelo FBI, a invasão foi realizada pelo TraderTraitor, um grupo de cibercriminosos patrocinados pelo governo norte-coreano.
Os peritos apontam que a ação criminosa levou cerca de 20 minutos para ser concluída, sendo considerada o maior ataque hacker da história do setor de criptomoedas.
Hackers convertem ativos e autoridades exigem bloqueio imediato
Os investigadores observaram que os criminosos estão convertendo os ativos roubados para criptomoedas na plataforma Ethereum, que permite realizar transações sem intermediários.
A expectativa das autoridades é que eles usem serviços descentralizados e de troca instantânea para dificultar o rastreamento do dinheiro e concluir a lavagem de dinheiro.
Diante disso, o órgão americano solicitou formalmente que empresas do setor bloqueiem transações que envolvam os endereços usados pelos agentes na lavagem dos ativos.
O presidente americano Donald Trump já tinha afirmado na sexta-feira que os Estados Unidos investigavam a participação de hackers ligados à Coreia do Norte no ataque.
O líder declarou que essas pessoas são diferentes e que nunca mais vemos o dinheiro, concluindo que sempre achou esse mercado um pouco perigoso.
Binance cobre perdas e garante segurança de clientes brasileiros
A corretora Binance afirmou publicamente que conseguiu cobrir 90% do valor das perdas e que dez criptomoedas estão com valores totalmente cobertos.
A empresa informou ainda que usará recursos próprios para evitar prejuízos aos clientes e que seguirá comprando ativos até repor 100% do valor roubado.
Ainda segundo a corretora, investimentos de clientes brasileiros permaneceram seguros porque são mantidos em cold wallets, conhecidas popularmente como carteiras frias.
Apesar da garantia de segurança relatada pela empresa, os saques de criptomoedas chegaram a ser temporariamente suspensos durante o período crítico.
Entenda como funcionam as carteiras frias e a regulação no Brasil
As carteiras frias representam uma forma segura de guardar criptomoedas, mantendo as chaves necessárias para movimentá-las totalmente desconectadas da internet.
Essa tecnologia dificulta muito a ação de hackers e reduz o risco de roubos virtuais, embora não elimine completamente a possibilidade de perdas em casos extremos.
A Binance reforçou em nota oficial que, no Brasil, segue rigorosamente as regras estabelecidas pelo Banco Central para a segurança das operações financeiras.
Desde fevereiro, o órgão regulador exige a separação dos recursos dos usuários aos da corretora, embora a exigência não elimine totalmente o risco de novos ataques.
