A gestão da Petrobras poderá passar por mudanças expressivas caso ocorra um eventual governo de Flávio Bolsonaro na presidência do país, trazendo de volta diretrizes que marcaram o período de Jair Bolsonaro no poder. Embora a estatal não apareça explicitamente no plano de governo do senador, especialistas que acompanham o setor energético e fontes ligadas à campanha projetam alterações importantes na condução dos negócios da companhia, conforme informação divulgada pelo setor jornalístico especializado.
Entre as principais apostas para o futuro da petroleira está a retomada da venda de ativos estratégicos, como refinarias e campos maduros de petróleo, medidas que foram amplamente adotadas durante a gestão federal anterior. A avaliação sobre essas possíveis mudanças vem de fontes próximas à campanha política, que preferiram manter o anonimato, e também de avaliações públicas feitas por figuras centrais da economia, como Roberto Castello Branco, que presidiu a estatal durante o governo Bolsonaro.
Para entender melhor o impacto dessas medidas no mercado de energia, os leitores podem conferir a seguir os detalhes sobre o histórico recente de desinvestimentos da empresa e as expectativas econômicas para os próximos anos em relação à venda de ativos da Petrobras.
Mudanças no radar e privatizações
As privatizações de refinarias e de campos maduros devem voltar ao centro da agenda econômica da Petrobras caso ocorra uma guinada política para a direita no país. A expectativa central é de que a diretoria da estatal retome políticas voltadas para a desestatização parcial e a redução do tamanho da empresa no setor de refino, conforme avaliação compartilhada por fontes que acompanham de perto os rumos da campanha presidencial.
Histórico de vendas desde 2019
Desde o ano de 2019, a Petrobras já se desfez de um total de quatro refinarias importantes para focar em suas atividades consideradas principais no pré-sal. Desse total de negociações, três vendas específicas ocorreram inteiramente durante o governo de Jair Bolsonaro, enquanto a quarta transação foi assinada ainda sob aquela gestão, mas acabou sendo concluída posteriormente na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no decorrer do ano de 2023.
Arrecadação bilionária para a estatal
O processo de desinvestimento e a consequente venda de ativos da Petrobras geraram uma arrecadação expressiva para os cofres da empresa, alcançando a marca de cerca de R$ 3,5 bilhões com a comercialização dessas unidades de refino. Esse montante financeiro ajudou a compor o caixa da companhia em um período de transição estratégica, servindo de argumento para os defensores da continuidade dessas privatizações em um futuro governo comandado por Flávio Bolsonaro.
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