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Economia

5º leilão do Eco Invest atrai quase R$ 50 bi para investimentos verdes e impulsiona a transformação ecológica no Brasil

Programa do governo federal homologa quase R$ 50 bilhões em propostas voltadas para inovação, transição ecológica e financiamento sustentável no país O Eco Invest Brasil alcançou um marco…

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  • Programa do governo federal homologa quase R$ 50 bilhões em propostas voltadas para inovação, transição ecológica e financiamento sustentável no país O…
  • A iniciativa busca consolidar o país como referência global em financiamento climático e inovação tecnológica de longo prazo.
  • Com uma demanda que superou as expectativas iniciais do mercado, a quinta rodada demonstrou o forte apetite das instituições financeiras por projetos…
Capa horizontal 16:9 com 5 leilão eco invest, bancos parceiros e foco em investimentos verdes.

Programa do governo federal homologa quase R$ 50 bilhões em propostas voltadas para inovação, transição ecológica e financiamento sustentável no país

O Eco Invest Brasil alcançou um marco expressivo ao atrair recursos massivos para o desenvolvimento sustentável, conforme informação divulgada pelo Comitê Executivo do programa. A iniciativa busca consolidar o país como referência global em financiamento climático e inovação tecnológica de longo prazo.

Com uma demanda que superou as expectativas iniciais do mercado, a quinta rodada demonstrou o forte apetite das instituições financeiras por projetos que unem rentabilidade e responsabilidade ambiental. Os recursos viabilizados devem transformar profundamente diversos setores da economia nacional nos próximos anos.

A seguir, entenda como funcionou a seleção dos projetos, quais foram os bancos contemplados, o impacto do capital público catalítico e a evolução geral dessa importante política pública de transição verde.

Resultados expressivos e alta demanda do mercado financeiro

O quinto Eco Invest Brasil teve R$ 49,95 bilhões em propostas homologadas para investimentos verdes, destinados a seis cadeias produtivas ligadas à inovação e à transformação ecológica. A rodada recebeu uma demanda total de R$ 181,3 bilhões, apresentada por seis instituições financeiras.

O resultado foi homologado nesta quarta-feira pelo Comitê Executivo do programa, formado por representantes dos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Os recursos serão direcionados a fundos de inovação, crédito corporativo e projetos de pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica.

Participaram da disputa Banco do Brasil, Bradesco, Citibank, HSBC, Itaú e Santander. Ao final, quatro instituições foram selecionadas para estruturar os fundos e operações, garantindo capilaridade e eficiência na aplicação dos recursos captados.

Instituições selecionadas e setores contemplados pelo programa

O Bradesco liderou o volume com circularidade de resíduos minerais, fertilizantes verdes e química verde, contando com R$ 28,5 bilhões em potencial de investimentos. O Itaú concentrou R$ 9,75 bilhões em automação e inteligência artificial para o setor produtivo.

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O Santander garantiu R$ 6,5 bilhões voltados para minerais críticos, baterias e mobilidade elétrica. Já o HSBC direcionou R$ 5,2 bilhões para combustíveis verdes avançados, biogás e biometano, fortalecendo a matriz energética limpa.

A cadeia de circularidade de resíduos minerais e industriais concentrou o maior potencial de investimentos, com R$ 11 bilhões. Na sequência, aparecem fertilizantes verdes, bioinsumos e proteínas alternativas, com R$ 9 bilhões, além de biomateriais e química verde, com R$ 8,5 bilhões.

O papel estratégico do capital público catalítico e das doações

Do capital público catalítico destinado à rodada, R$ 9 bilhões serão direcionados aos fundos de inovação e R$ 4,2 bilhões ao crédito corporativo. O mecanismo utiliza recursos públicos para reduzir riscos e estimular a entrada de capital privado no país.

A alavancagem global do leilão ficou em aproximadamente 3,8 vezes, o que significa que cada R$ 1 de recursos públicos catalíticos deverá ajudar a mobilizar quase R$ 4 em capital privado para a economia verde.

Além dos fundos e das linhas de crédito, os bancos selecionados terão de destinar recursos não reembolsáveis à pesquisa aplicada. A previsão é de pelo menos R$ 250 milhões em doações no primeiro ano para universidades e instituições científicas.

Evolução do programa e perspectivas para o desenvolvimento sustentável

Criado no âmbito do Plano de Transformação Ecológica, o Eco Invest Brasil busca atrair investimentos privados, inclusive estrangeiros, para projetos relacionados à transição ecológica e ao desenvolvimento sustentável de longo prazo.

Nos quatro primeiros leilões, o programa havia mobilizado mais de R$ 140 bilhões. Com os R$ 49,95 bilhões homologados na quinta rodada, o volume acumulado se aproxima da marca expressiva de R$ 200 bilhões.

O governo considera o programa uma das principais plataformas de financiamento climático do país, combinando recursos públicos, mecanismos modernos de redução de riscos e investimentos privados para garantir um futuro sustentável.

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