Polícia Civil de São Paulo descarta a presença de um serial killer e tranquiliza a população diante de boatos alarmantes espalhados nas redes sociais
A segurança pública da capital paulista ganhou atenção nos últimos dias após uma série de corpos ser encontrada em circunstâncias semelhantes, gerando grande repercussão entre internautas.
Muitas pessoas começaram a especular sobre a possível ação de um criminoso em série agindo na região metropolitana, provocando pânico e preocupação generalizada entre os moradores locais.
Conforme informação divulgada, a diretora do DHPP veio a público esclarecer os fatos e acalmar a sociedade sobre as investigações em curso.
Esclarecimentos oficiais da delegada Ivalda Aleixo
A delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, afirmou nesta quarta-feira que a polícia investiga diversas mortes com traços de execução, mas classificou como boato a ideia de um assassino em série.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a autoridade policial declarou que não existe nenhuma evidência de que um serial killer esteja atuando em São Paulo, tranquilizando a população preocupada.
De acordo com a diretora, os casos foram reunidos erroneamente por usuários da internet apenas porque alguns dos corpos localizados estavam envoltos em sacos plásticos ou cobertores.
Ocultação de cadáveres e o método utilizado pelos criminosos
A delegada explicou que o acondicionamento de corpos em sacos e tecidos é uma prática recorrente e infelizmente comum para transportar e ocultar cadáveres após a prática de crimes graves.
Segundo a explicação policial, o método serve para facilitar a logística dos criminosos, evitar vazamento de fluidos biológicos, conter odores fortes e dificultar a identificação das vítimas.
A diretora pediu que a população não transforme crimes reais em uma série de terror, ressaltando que os boatos prejudicam as famílias que aguardam respostas sobre entes queridos desaparecidos.
Investigações individuais e ligação com o tribunal do crime
A Secretaria da Segurança Pública informou que ao menos oito ocorrências são investigadas de forma individualizada pelo DHPP, com inquéritos policiais próprios instaurados para cada caso registrado.
Os crimes ocorreram em diferentes regiões da cidade, sendo quatro na zona leste, três na zona sul, um na zona norte e um na zona oeste, sem registros na área central até o momento.
Apesar de descartar o assassino em série, a polícia apura possíveis conexões dos homicídios com nomes ligados ao tribunal do crime da facção criminosa PCC, investigando vingança ou justiçamento.
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